
REPRODUÇÃO UOL
A Justiça da Paraíba condenou o padre Egídio de Carvalho Neto a 5 anos, 6 meses e 20 dias de prisão, além de multa, pelo furto de mais de 600 celulares doados pela Receita Federal ao hospital filantrópico ligado à Igreja do qual ele era diretor, em 2023.
A decisão é da juíza Ana Christina Soares Penazzi Coelho, da 3ª Vara Criminal da Capital. A sentença foi assinada no dia 13 de fevereiro, mas só foi divulgada ontem pelo MP-PB (Ministério Público da Paraíba), autor da denúncia.
Além de Egídio, um assistente que teria participado do crime também foi condenado a 4 anos, 7 meses e 16 dias de prisão, além de multa. Ambos deverão cumprir a pena inicialmente em regime semiaberto.
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Além da pena privativa de liberdade, os dois terão que devolver ao Instituto São José (mantenedor do Hospital Padre Zé) e à Arquidiocese da Paraíba o valor de R$ 525 mil, ainda a ser corrigido desde a data do crime.
Procuradas pela coluna, as defesas dos acusados afirmaram que já recorreram da decisão e alegam que os clientes são inocentes.
Essa é a primeira condenação entre as 11 ações às quais o padre responde na Justiça paraibana. Ele foi preso preventivamente em novembro de 2023, na operação Indignus, mas cumpre prisão domiciliar desde abril de 2024 por questões de saúde — ele trata um câncer.
Segundo o MP-PB, o padre teria promovido uma série de desvios de recursos que somam R$ 140 milhões. O dinheiro deveria ser destinado ao atendimento de pessoas pobres no Hospital Padre Zé e ao fornecimento de alimentos a moradores de rua. Em vez disso, de acordo com o órgão, ele teria comprado imóveis e itens de luxo em seu nome e no de laranjas.
Com informações de UOL
Fonte: Diário Do Brasil
