
REPRODUÇÃO DIÁRIO 360
O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou uma campanha nacional para o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, ou até 36 em propostas mais ambiciosas, sem qualquer corte salarial, com distribuição de material em todo o país e forte apoio do governo Lula.
A iniciativa, embalada em discurso de “vida além do trabalho” e melhoria da saúde mental, soa como uma promessa generosa, mas esconde uma perigosa desconexão com a realidade econômica brasileira.
A escala 6×1 reflete a necessidade de operação contínua em um país de baixa produtividade, alta informalidade e custos trabalhistas já elevados.
Impor sua proibição geral, elevando o custo por hora trabalhada em até 22% sem ganho correspondente de eficiência, ameaça gerar perdas significativas no PIB, estimadas entre 2,6% e 7,4% ou mais em simulações da FGV e entidades empresariais, demissões em massa, centenas de milhares de vagas formais em risco, aceleração da informalidade e repasse de custos para preços ao consumidor.
Trata-se de mais uma medida intervencionista que prioriza narrativa eleitoral e sindical sobre evidências: em uma economia estagnada, onde a produtividade patina, forçar menos horas pelo mesmo salário não cria empregos mágicos, mas sim incentiva substituição de mão de obra por automação, redução de contratações ou fechamento de negócios, especialmente entre pequenas e médias empresas, exatamente as que mais empregam.
Em vez de atacar as raízes do problema, ou seja, a baixa qualificação, a rigidez da CLT e a falta de competitividade, o PT opta pelo atalho populista, que historicamente cobra caro dos próprios trabalhadores que pretende “proteger”.
COM INFORMAÇÕES DE DIÁRIO360
