Por Paulo Mueller/autor

Fonte: The Epoch Times

Antes próspera e culta, a Venezuela tornou-se miserável, violenta e sem esperança. Jovens socialistas deveriam prestar atenção.

A captura e extradição do ditador venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa é o desfecho de meses de pressão dos Estados Unidos sobre o regime. O presidente Trump e integrantes de seu governo rotularam Maduro e seus aliados de “narco-terroristas”, acusando-os de liderar uma vasta organização criminosa que lucrou com o tráfico de drogas e a violação das leis americanas.

Embora o futuro da Venezuela permaneça incerto, vale entender como o país chegou a esse ponto e o que os americanos podem aprender com sua descida a um regime tirânico e criminoso.

O alerta é oportuno. A eleição de Zohran Mamdani como prefeito de Nova Iorque de Katie Wilson como prefeita de Seattle reacendeu preocupações sobre o crescimento do socialismo democrático nos Estados Unidos. Ambos fizeram campanha defendendo ideias coletivistas, como a crença de que nenhum problema é grande demais para o governo resolver.

Muitos criticam corretamente a ingenuidade dessas propostas econômicas, mas poucos reconhecem os horrores que podem surgir quando jovens cheios de senso de direito adquirido usam o poder político para promover redistribuições massivas de riqueza.
A tragédia venezuelana é um aviso claro.

O socialismo ocupa papel central na descida da Venezuela à pobreza, ao desespero e ao domínio do crime organizado. Em entrevista recente, María Corina Machado destacou como a eleição fraudulenta de 2024 revelou a tirania do regime. 

Há 25 anos, o PIB per capita era de cerca de US$ 4.800; em 2014, aproximou-se de US$ 16.000. Hoje, gira em torno de US$ 4.000 — uma queda de 75% desde 2014. A pobreza disparou para mais da metade da população, apesar de o país possuir as maiores reservas de petróleo do mundo.

7 MILHÕES DE REFUGIADOS

Mais de sete milhões de venezuelanos fugiram do país na última década, muitos com formação universitária. O regime de Maduro funcionava como uma empresa criminosa: familiares foram presos por tráfico de drogas, propriedades foram confiscadas, recursos naturais saqueados e o governo cooperou com cartéis — daí o foco no “narco-terrorismo”.

A eleição de 2024 expôs a corrupção do regime. María Corina Machado foi impedida de concorrer, mas seu substituto, Edmundo González, venceu de forma clara, fato documentado pelos próprios eleitores. 

A União Europeia e organizações internacionais rejeitaram a vitória de Maduro. Ainda assim, González vive no exílio, apoiadores foram presos e o regime intensificou a repressão. Relatórios da ONU apontam execuções ilegais, desaparecimentos forçados, detenções arbitrárias e tortura.

A situação é complexa, e debates sobre a legalidade de ações militares continuarão. Mas o regime de Maduro apoiava forças opressivas na região e fortalecia cartéis que atuam como forças paramilitares. Quem defende liberdade e prosperidade no Hemisfério Ocidental não pode ignorar o peso geopolítico da Venezuela.

A queda do país foi trágica. De uma sociedade próspera, tornou-se dominada pelo crime e pela repressão. Seu primeiro passo rumo à servidão, porém, foi aparentemente inocente. Hugo Chávez chegou ao poder como outsider eleito, prometendo combater o “neoliberalismo” e proteger os marginalizados.

SOA FAMILIAR ?

Nos Estados Unidos, jovens enfrentam desafios reais: moradia cara, desemprego mais alto, dívida estudantil crescente e frustração com desigualdade e mobilidade social. Socialistas exploram esse descontentamento. 

Mas essas dificuldades não justificam um impulso socialista. Na Venezuela, o resultado não foi apenas ineficiência econômica, mas a extinção da esperança, da liberdade e das oportunidades.
Esse é o verdadeiro perigo do socialismo: ele não apenas empobrece — ele conduz à tirania.

Mesmo com seus desafios, os Estados Unidos ainda oferecem liberdade, mobilidade e a possibilidade de construir um futuro. A Venezuela mostra o que acontece quando essa possibilidade é destruída.

NOTA DA D MARÍLIA

Soa familiar no Brasil? Façam o L de novo e corram o risco de tudo isso acontecer. Basta ver o mesmo que ocorreu na história recente, quando para tirar do poder o ex-presidente eleito pós-ditadura Miliar, Fernando Collor de Melo, por corrupção, surgiram os estudantes Caras-Pintadas de verde e amarelo liderados por Lindbergh Farias, que hoje, como líder do presidente Lula, recebeu mais de R$ 21 milhões em apenas 2 da 8 campanhas que concorreu, e é defensor ferrenho do ex-bilionário Nicolás Maduro, Narcoditador, Assassino e Torturador (também amigão da esquerda brasileira e amigo pessoal de Lula). O maior sonho deles não seria comandar o Brasil à la Venezuela? 

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Tragédia venezuelana: socialismo, tirania política, assistencialismo, tirania policial, das Forças Armadas, Parlamento e do Judiciário estão todos conectados