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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, permitirá que um projeto de lei bipartidário de de sanções a países que fazem negócios com a Rússia — incluindo o Brasil — avance no Congresso, disse o senador republicano Lindsey Graham nesta quarta-feira (7). O projeto poderá ser colocado em votação já na próxima semana, afirmou o senador.
Graham disse em um comunicado que Trump deu “sinal verde” ao projeto depois que os dois se reuniram nesta quarta-feira.
O texto, no qual Graham tem trabalhado com colegas republicanos e democratas há meses, determina a imposição de sanções aos países que fazem negócios com a Rússia — incluindo compradores de petróleo e derivados, como o Brasil – após Moscou fracassar nas negociações de um acordo de paz com a Ucrânia
“Este projeto de lei permitirá ao presidente Trump punir os países que compram petróleo russo barato, alimentando a máquina de guerra de Putin”, disse Graham, citando a China, a Índia e o Brasil como alvos potenciais da legislação.
Graham, senador pela Carolina do Sul, disse que está ansioso por uma “forte votação bipartidária” sobre o projeto, que pode acontecer já na próxima semana.
Os líderes do Senado e da Câmara dos Representantes adiaram a votação do texto, uma vez que Trump preferiu impor tarifas sobre produtos da Índia, o segundo maior comprador mundial de petróleo russo, depois da China.
Uma autoridade dos EUA disse à Reuters em novembro que Trump assinaria o projeto se ele fosse aprovado, mas insistiria em uma linguagem específica para garantir que ele permanecesse no controle das sanções.
As negociações para o fim da guerra de quase quatro anos no leste europeu se intensificaram desde novembro. Os EUA apoiaram na terça-feira (6) uma ampla coalizão de aliados da Ucrânia,Prometendo fornecer garantias de segurança para apoiar o país se a Rússia atacar novamente.
No entanto, Moscou ainda não demonstrou abertura depois de Kiev ter pressionado por mudanças em proposta dos EUA que, inicialmente, apoiava as principais exigências da Rússia. O Kremlin também não deu nenhum sinal público de que aceitaria um acordo de paz com as garantias de segurança previstas pelos aliados da Ucrânia.
Fonte: CNN Brasil
Fonte: Diário Do Brasil
