
A segunda tesoureira da diretoria da Associação Comercial e de Inovação de Marília (Acim), Ilma Maria Aires de Lucena, se espantou com recente levantamento feito pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que mostra os valores dos tributos embutidos no material escolar, que podem superar 50% do preço final do produto, como por exemplo, de uma caneta, que tem 51,7% de impostos inseridos em seu valor final.

Ilma Maria Aires de Lucena, da Associação Comercial, comenta sobre os elevados tributos em materiais escolares e impactos sobre comerciantes e consumidores
“Não atoa os preços dos materiais escolares estão elevadíssimos”, disse a dirigente ao lembrar que nesta época do ano o comércio varejista se dedica à volta às aulas, quando uma série de segmentos tem grande procura por consumidores, além de livros, cadernos, mochilas e demais materiais escolares.
De acordo com Ilma Maria Aires de Lucena a lista, que tem como base cálculos feitos pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) para o Impostômetro, segue com calculadora (43,43%), régua (43,91%), tesoura (41,47%) e caderno (34,58%) entre os materiais com alta incidência tributária.

“E são produtos básicos para qualquer estudante”, disse assustada mesmo sabendo que o cenário tributário para o setor educacional não apresentou oscilações significativas na transição para este ano.
“A carga tributária sobre o material escolar continua muito elevada e recai sobre itens essenciais. Como não houve mudanças relevantes nas alíquotas, os preços seguem pressionados, impactando diretamente o orçamento das famílias neste início de ano”, falou a dirigente da associação comercial de Marília.
Na opinião da diretora da Acim, as tradicionais pesquisas de loja em loja serão inevitáveis, afinal, a variedade de preço final é bastante grande, para atender as exigências das instituições de ensino, obrigando os pais a fazerem uma pesquisa de mercado minuciosa e comparar os preços a fim de minimizar os custos.
Ilma Maria Aires de Lucena também sugere que as compras sejam realizadas antes mesmo do recebimento da lista de itens, uma estratégia para evitar descompassos no orçamento.
“Começo de ano é uma tensão enorme, com material escolar, matrículas em escolas e ainda os impostos de IPTU e IPVA que aparecem tudo junto”, reclamou a dirigente ao lembrar que todo início de ano é o mesmo sofrimento das famílias.

Para se ter uma ideia, de acordo com a segunda tesoureira da diretoria executiva da associação comercial de Marília, a arrecadação de impostos e contribuições federais fechou 2025 em R$ 2,887 trilhões, segundo dados da Receita Federal.
O montante representa alta de 3,75% na comparação com 2024, descontada a inflação do período. Segundo o órgão, é a maior arrecadação anual da série, iniciada em 2000.
“E quem paga isso ao Governo somos nós empresários e a população em geral”, disse ao mostrar a dificuldade das famílias em conseguir pagar o material escolar necessário neste mês de janeiro.
No relatório de divulgação, o Fisco destaca o crescimento real de 20,54% nas receitas com o IOF, que somaram R$ 86,477 bilhões.
“A arrecadação no período pode estar justificada, principalmente, pelas operações relativas à saída de moeda estrangeira, a crédito destinado a pessoas jurídicas e referentes a títulos ou valores mobiliários, sobretudo em decorrência de alterações legislativas”, leu Ilma Maria Aires de Lucena no relatório, que menciona a alta das alíquotas do imposto.
“Isso tudo são dificuldades que temos que superar durante todo o ano”, lamentou.
