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Batizada de Liberterra III, a operação ocorreu entre 10 e 21 de novembro de 2025 em 119 países, mobilizando mais de 14 mil agentes de segurança. Os detalhes foram divulgados por meio de um comunicado da organização internacional de polícia criminal, sediada em Lyon, no centro-leste da França.
Segundo os primeiros relatórios enviados pelos países participantes, 3.744 suspeitos foram detidos, dos quais mais de 1.800 por infrações relacionadas ao tráf1co de seres humanos e ao tráf1co de migrantes. Mais de 720 novas investigações foram abertas, muitas das quais “ainda estão em andamento”, acrescentou a Interpol.
“Esses grupos criminosos são muito resilientes e se adaptaram rapidamente, então as forças de segurança precisam fazer o mesmo”, declarou David Caunter, diretor do departamento de criminalidade organizada e emergente da Interpol, em entrevista coletiva.
Segundo ele, a operação Liberterra também permitiu proteger 4.414 potenciais vítimas de tráfico de seres humanos e identificar 12.992 migrantes em situação irregular.
A rede transnacional de tráf1co de migrantes desmantelada no Brasil estava relacionada com criminosos no Paquistão, Afeganistão, México e Estados Unidos. Segundo a Interpol, o principal suspeito, cuja identidade não foi revelada, foi detido. Ativos no valor de R$ 5,94 milhões foram congelados, incluindo bens como imóveis, veículos, embarcações, aeronaves, além de criptomoedas, afirma o comunicado.
O documento ainda cita outros países latino-americanos. No Peru, as autoridades desmantelaram o grupo criminoso “Los Zorritos del Norte”, suspeito de contrabandear 30 migrantes venezuelanos — incluindo seis menores — para o Chile. Na Costa Rica, foi preso um homem apelidado de “El Gordo”, acusado de ter forçado adolescentes de uma escola a gravar vídeos de conteúdo s3xual.
com informações de Metrópoles
Fonte: Diário Do Brasil
