
REPRODUÇÃO DE CONEXÃO POLÍTICA
Depois de três dias de assembleia com os 27 sindicatos filiados, a Federação Nacional dos Policiais Federais aprovou o estado de greve nesta quinta-feira (26).
A frente antecede uma eventual paralisação e foi aprovada para cobrar do governo federal melhorias para a categoria.
“Aprovamos também na próxima semana que todos os sindicatos façam as suas Assembleias Gerais Extraordinárias a fim de deliberar as novas providências e as novas ações que devemos ter em face desse momento de negociação”, declarou Marcos Avelino, vice-presidente da Fenapef.
Tão logo foi aprovado o indicativo de estado de greve, o governo federal abriu um canal de comunicação. “Neste momento, a gente conversa, nós temos interlocução com dois importantes ministérios. Aguardamos alguma proposta a ser apresentada pelo governo”, informou Avelino.
A Fenapef usou a aprovação do estado de greve como instrumento de pressão para forçar uma proposta concreta do Palácio do Planalto antes de uma eventual paralisação efetiva.
A Fenapef afirmou que a mobilização deve recair sobre atividades diversas, como investigações, apreensões e serviços administrativos desempenhados pelos policiais federais, com danos também em operações em andamento.
A avaliação interna da categoria é que uma paralisação da PF pode expor uma fragilidade do governo na condução da segurança pública e transmitir a impressão de inércia no enfrentamento ao crime organizado.
Entre as principais reivindicações está o reajuste salarial e a valorização profissional. Um agente ouvido sob reserva afirmou que “o patamar remuneratório atual é muito injusto”, tratando o descontentamento interno com a atual estrutura de salários.
Policiais apontam o aumento de atribuições nos últimos anos como fator de desgaste. Um dos exemplos citados é o registro de CACs, função que antes era de responsabilidade do Exército e foi transferida para a PF em julho de 2025.
A categoria também externa frustração com a falta de implementação do Funcoc, o Fundo de Combate às Organizações Criminosas, anunciado pelo então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e que, segundo relatos, ainda não saiu do papel.
COM INFORMAÇÕES DE CONEXÃO POLÍTICA
Fonte: Diário Do Brasil
