
Divulgação/SSP
A investigação revelou que a quadrilha responsável por golpes digitais em série montou uma engrenagem financeira baseada no uso intensivo de fintechs e plataformas de apostas on-line (bets) para lavar aproximadamente R$ 100 milhões obtidos com fraudes em todo o país. Um dos principais alvos é João Vitor Ribeiro, conhecido como MC Negão Original.
Após convencer vítimas a realizarem transferências, principalmente por meio de golpes como falso advogado, falsas decisões judiciais e fraudes contra beneficiários do INSS, o dinheiro era rapidamente direcionado para contas abertas em fintechs, muitas delas criadas com documentos de terceiros ou identidades falsas.
A facilidade de abertura digital e a alta rotatividade de contas eram exploradas para acelerar a circulação dos valores.
Em seguida, os recursos eram pulverizados em centenas de transações fracionadas, passando por diversas contas em poucos minutos.
Paralelamente, empresas de fachada eram usadas para emitir notas fiscais frias e simular prestação de serviços, permitindo que valores provenientes das apostas e das fintechs fossem formalizados como receita empresarial.
O Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial identificou dezenas de imóveis, veículos de luxo, embarcações e contas bancárias vinculadas ao esquema.
A Justiça determinou o bloqueio de dezenas de contas e a indisponibilidade de bens para tentar recuperar parte do montante movimentado.
Fonte: Metrópoles
Fonte: Diário Do Brasil
