
PF
Daniel Vorcaro, do Banco Master, provocou uma guerra, como ficou demonstrado nessa quarta-feira: de um lado, temos a dupla dinâmica do Supremo Tribunal Federal e um ministro do Tribunal de Contas da União ou talvez mais de um; de outro, a direção da Polícia Federal e a direção do Banco Central.
Na avacalhação jurídica de ontem, Dias Toffoli atacou abertamente a PF, acusando-a de “inércia” e de “falta de empenho” para realizar a operação que finalmente seria conduzida contra familiares do banqueiro do Master e demais figuras impolutas conectadas aos seus esquemas.
Surpresa com o ataque do ministro, visto que não deu razão nenhuma para ser acusada de relapsa na montagem de um operação que não se faz da noite para o dia, a PF foi a campo e recolheu o vasto material que poderá gerar provas contra Vorcaro e o seu entorno — e mais surpresa ficou quando Dias Toffoli determinou que tudo deveria ficar trancafiado no STF, sem que os policiais pudessem ter acesso ao que apreenderam.
Diante do clamor quase geral, o ministro acabou o dia entregando o material à PGR para que fosse periciado. Mas nada de PF no pedaço, como seria o normal, se este ainda fosse um país cujas autoridades se preocupassem com padrões de normalidade. A corporação encarregada de investigar crimes não investigará nada, cabendo a investigação à instância acusatória, mais uma inovação saída da cachola de Dias Toffoli.
É possível concluir, assim, que o ministro usou a PF apenas para recolher possíveis provas que estavam espalhadas por aí e guardá-las bem guardadas. Pelo jeito, Dias Toffoli estava com pressa em fazer isso. Se concordou em entregar o material à PGR, foi porque ela seria mais confiável, digamos assim.
Na outra frente do STF, o ministro Alexandre de Moraes abriu de ofício um inquérito sigiloso, como é do seu hábito, para investigar o suposto vazamento de dados financeiros seus e da sua família, bem como de informações relacionadas a Dias Toffoli, da parte da Receita Federal e do Coaf.
Fonte:Metrópoles
Fonte: Diário Do Brasil
