
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Senador Carlos Viana afirmou que decisão do STF é um “retrato cruel da realidade”
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, lamentou nesta quinta, 26, o julgamento do STF que derrubou a decisão do ministro André Mendonça que havia dado 48 horas para que o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), prorrogasse o prazo de funcionamento do colegiado.
Viana classificou o resultado do julgamento como “um retrato cruel da realidade”.
“Pela manhã, prorrogamos a CPMI do INSS em nome dos órfãos, das viúvas e dos aposentados que foram roubados. Fizemos isso por quem não tem voz, por quem foi traído dentro do próprio sistema. Horas depois, no plenário, vimos a esperança ser derrubada. Derrubaram não apenas uma decisão, mas a confiança de milhões de brasileiros. Inclusive a decisão de um ministro honrado, técnico e corajoso, que teve a dignidade de respeitar a Constituição”, escreveu no X.
Nunca foi tão fácil ficar bem informado com O Antagonista
O senador afirmou ainda que a resposta para o episódio “está nas urnas, e não mais apenas dentro das instituições”.
“O recado foi claro. O sistema não quer que essa investigação avance. O sistema não quer que a verdade venha à tona. Nós fizemos a nossa parte. Investigamos, avançamos, mostramos o caminho. Mas, mais uma vez, o sistema tentou vencer. E o Brasil precisa entender isso com clareza. A resposta não está mais apenas dentro das instituições. A resposta está nas urnas. Se quisermos mudar essa realidade, precisamos mudar o Congresso Nacional. Mais de 50% no Senado. Mais de 50% na Câmara. Sem isso, o sistema continuará vencendo. E o povo continuará pagando a conta”, concluiu.
8 a 2
No julgamento, Mendonça votou para que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito fosse prorrogada para 60 dias, mas os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin divergiram do ministro e decidiram que cabe a Alcolumbre escolher se prorroga o prazo.
Apenas Luiz Fux acompanhou Mendonça.
O placar final foi de 8 votos a 2.
Alcolumbre não vai prorrogar a CPMI. Dessa forma, ela precisa encerrar seus trabalhos até sábado, 28.
A previsão agora é que o colegiado faça uma sessão na sexta-feira, 27, para votar o relatório final, elaborado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
Como mostramos, o documento pedirá o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), por envolvimento no esquema de roubo de aposentadorias e pensões.
Com informações de O ANTAGONISTA
Fonte: Diário Do Brasil
