
REPRODUÇÃO
O advogado que atua para a Rumble e a Trump Media, empresa do presidente Donald Trump, reagiu à decisão do ministro Alexandre de Moraes de conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
À coluna Manoela Alcântara, Martin de Luca disse que não tinha conhecimento da decisão de Moraes e, após a reportagem encaminhar o documento proferido na tarde desta terça-feira (24/3), afirmou que a medida “não é humanitária, mas uma contradição lógica”, ao apontar inconsistências nos argumentos apresentados pelo ministro.
“Ele [Moraes] passa páginas dizendo que o sistema prisional garante plenamente a saúde do Bolsonaro, que tem atendimento, estrutura, tudo funcionando. E, ainda assim, conclui que ele precisa sair porque a casa seria ‘mais apropriada’. Isso não se sustenta. Ou o sistema funciona, como ele mesmo afirmou, ou não funciona. As duas coisas ao mesmo tempo não podem ser verdade”, disse.
O advogado ligado a Trump prossegue: “E tem outro ponto que não dá para ignorar. O próprio Moraes alega descumprimento de medidas, destruição de tornozeleira, risco de fuga — fatores que, em qualquer situação normal, inviabilizariam a prisão domiciliar. Mesmo assim, ele concede o benefício. Então, será que o suposto descumprimento era verdade mesmo? Fica difícil identificar qualquer padrão. Isso não parece uma aplicação consistente do direito”.
Martin acrescentou, ainda, que a decisão de Moraes ocorre em meio a mudança no cenário eleitoral que indica o crescimento do senador Flávio Bolsonaro como candidato ao Palácio do Planalto. “Pareceria que o Moraes percebe para onde as coisas estão indo e não quer ser o responsável por uma tragédia com o Bolsonaro”, completou.
Bolsonaro está internado e, após a alta, poderá ir para casa cumprir a prisão domiciliar concedida por Moraes pelo prazo de 90 dias, período destinado ao tratamento da broncopneumonia.
Apesar disso, Bolsonaro não poderá receber visitas de aliados nesse período. As únicas exceções são os filhos e a enteada, sob regras, além de advogados e médicos, para evitar o risco de sepse
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Fonte: Diário Do Brasil
