Reprodução Metrópoles

Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), minimizaram, nos bastidores, o resultado da pesquisa Atlas/Bloomberg que mostrou um avanço de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em relação a Lula.

Segundo o levantamento, divulgado na quarta-feira (21/1), Flávio encurtou a distância para Lula em um eventual segundo turno, passando de 12 pontos percentuais em dezembro para 4,3 pontos em janeiro.

Para aliados do governador paulista, a pesquisa não reflete a realidade, sobretudo em razão da metodologia. O levantamento é feito por meio de “recrutamento orgânico” nas redes sociais em territórios selecionados.

Na avaliação de integrantes do entorno de Tarcísio de Freitas, o método exclui da pesquisa cerca de 30% da população que é analfabeta funcional e prioriza o segmento do eleitorado “mais ideologizado”.

Outro ponto do levantamento que chamou a atenção dos aliados do governador foi o baixo percentual de brancos e nulos da pesquisa, que foi de 2,1% no cenário ampliado, em que diversos nomes são testados.

Em outras pesquisas de intenção de voto feitas de forma presencial, como a Quaest e o Datafolha, o número de entrevistados que declara voto branco ou nulo é de mais de 10%, nos cenários de primeiro turno testados.

Na avaliação de pessoas próximas ao atual chefe do Palácio dos Bandeirantes, a metologia da pesquisa torna sua amostra “precária” e indica que o levantamento não deve ser levado em conta para tomada de decisões.

Tarcísio, como vem mostrando a coluna, ainda não jogou a toalha sobre uma possível candidatura presidencial. Foi justamente por isso que ele cancelou a visita que faria a Jair Bolsoanro na prisão, na quinta-feira (22/1).

Fonte: Diário Do Brasil

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Aliados de Tarcísio reagem à pesquisa que mostra avanço de Flávio