TANIA RÊGO/ AGENCIA BRASIL

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou nesta quinta-feira, 26, o Exército explicar sobre a liberação de visitas em dias não autorizados ao general Braga Netto.

O general está preso no Comando da 1ª Divisão de Exército, no Rio de Janeiro.

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Segundo o ministro do STF, o comandante responsável pelo local da custódia, general de divisão Eduardo Tavares Martin, havia apresentado ofício com esclarecimentos de que as visitas eram permitidas às terças-feiras, quintas-feiras e domingos, no horário de 14h às 16h, no limite de três pessoas.

No entanto, Moraes detalha que o relatório enviado pela unidade informa que Braga Netto recebeu visitas em dias não previstos.

“(i) segunda-feira, dia 9/3 (visitante não autorizado);
(ii) sexta-feira, dia 13/3 (familiares);
(iii) sábado, dia 14/3 (familiares).”
“Além disso, o relatório indica assistência religiosa na quarta-feira, dia 11/3, sem autorização judicial prévia”, diz o ministro.
Na segunda-feira 9, consta no relatório que Braga Netto recebeu visita do general Sergio Borges Medeiros da Silva. Enquanto no dia 11 de março, ele recebeu assistência religiosa do major Adriano Corrêa da Silva.

Braga Netto considera injustiça

Nesta quarta-feira, 25, o advogado Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Jair Bolsonaro, visitou o general Braga Netto.

Segundo Wajngarten, Braga Netto mantém rotina rígida para preservar a saúde mental. “Está de cabeça tranquila”, afirmou o advogado, ao acrescentar que o militar ainda se vê alvo de injustiça.

Wajngarten também classificou como abandono político, o que o general tem passado. “Está sozinho lá”, disse. “Ele gostaria de receber os antigos colegas, que lhe acompanharam no Exército e no governo.”

Condenado no processo da suposta trama golpista, Braga Netto atuou no primeiro escalão do governo Bolsonaro. Foi ministro-chefe da Casa Civil e ministro da Defesa. Além disso, em 2022, foi candidato a vice-presidente da República — na chapa encabeçada por Bolsonaro.
Com informações de REVISTA OESTE

Fonte: Diário Do Brasil

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