Reprodução NDMAIS

Uma mulher investigada pela Polícia Civil é suspeita de usar o chamado “carteiraço”, apresentando-se falsamente como juíza federal para obter vantagens e aplicar golpes em Santa Catarina.

O caso veio à tona após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, realizado na tarde desta segunda-feira (19), em Itapiranga, no Oeste catarinense.

Mulher dá “carteiraço” como juíza federal para obter vantagens e aplicar golpes

A ação foi realizada pela Delegacia da Polícia Civil de Itapiranga e decorre de uma investigação que apura os crimes de estelionato, exploração de prestígio e fingir-se funcionário público.

A suspeita é uma mulher de 31 anos, natural do Estado do Pará, que residia no município há cerca de quatro meses.

Segundo o delegado da Comarca de Itapiranga, Fabiano Andrade, a investigada utilizava um falso cargo no Judiciário para ludibriar vítimas.

“Ela se passava como juíza de Direito e se utilizava desse possível cargo para enganar algumas vítimas, afirmando que tinha capacidade e influência junto a outras autoridades públicas para resolver demandas judiciais”, explicou Fabiano.

Golpes e prejuízo financeiro

Conforme a Polícia Civil, a mulher prometia facilitar a solução de problemas relacionados à legalização de terras, aposentadorias e regularização de veículos com documentação atrasada. Em ao menos um dos casos apurados, uma vítima teve prejuízo aproximado de R$ 5 mil.

Ainda conforme o delegado, há informações de que, em algumas situações, a suspeita também teria se apresentado como policial civil, ampliando o poder de convencimento sobre as vítimas.

Materiais apreendidos e investigações

Os policiais localizaram e apreenderam cinco aparelhos celulares, uma pasta contendo documentos pessoais, contratos e registros de possíveis outras vítimas, além de um broche do Poder Judiciário Federal, utilizado pela investigada para conferir maior credibilidade às falsas declarações.

Também foram apreendidas duas armas de airsoft, sendo uma delas com aparência semelhante à de uma pistola.

Os aparelhos eletrônicos e a documentação apreendida serão submetidos à perícia técnica para extração de dados, identificação de novas vítimas e apuração da eventual participação de outras pessoas no esquema.

“A investigação segue com a análise dos celulares e dos documentos apreendidos, para que todos os crimes praticados sejam devidamente esclarecidos e a investigada responsabilizada”, afirmou o delegado Fabiano Andrade.

Orientação à população

A Polícia Civil orienta que outras possíveis vítimas compareçam à Delegacia de Itapiranga para registrar boletim de ocorrência e colaborar com a investigação, que segue em andamento.

com informações de NDMAIS

Fonte: Diário Do Brasil

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