REPRODUÇÃO CONEXÃO POLÍTICA

A presença de militares dos Estados Unidos no Paraguai, autorizada por acordo aprovado pelo Congresso do país vizinho, passou a gerar preocupação no governo brasileiro em meio ao momento geopolítico internacional.

Nesta segunda-feira (9), o presidente afirmou que o Brasil precisa se preparar militarmente diante do que considera existir um risco de invasão estrangeira.

A cooperação entre Assunção e Washington, que já vinha sendo estruturada há algum tempo, ganhou novo peso diante da intensificação de movimentos militares na região e de conflitos internacionais em curso.

O acordo firmado entre os dois países estabelece regras para a atuação de militares norte-americanos em território paraguaio, incluindo treinamentos, cooperação em 

inteligência e operações voltadas ao combate ao narcotráfico e ao crime organizado. A iniciativa recebeu aval do Congresso do Paraguai e integra um pacto de cooperação que já vinha sendo discutido entre os dois países.

O entendimento permite a presença temporária de tropas e equipes ligadas ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos para atividades conjuntas com forças paraguaias.

A cooperação militar entre Washington e Assunção não é um ato recente. Nos últimos anos, os dois países vêm ampliando programas de treinamento, intercâmbio militar e iniciativas de segurança regional. O avanço desse processo ocorre agora em um contexto internacional mais sensível.

A intensificação da presença militar no Paraguai vai de encontro com a escalada da guerra no Oriente Médio, com pressões internacionais arrojadas sobre o regime de Cuba e com o avanço da influência estratégica dos Estados Unidos na Venezuela.

A investida também ganhou peso político após a assinatura de acordos entre países das Américas voltados ao enfrentamento do narcotráfico e do crime organizado transnacional. O pacto conta com o apoio de lideranças regionais como o presidente do Paraguai, Santiago Peña, que tem atuado como um dos principais articuladores dessa frente, além do presidente da Argentina, Javier Milei, e do presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

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Fonte: Diário Do Brasil

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