
REPRODUÇÃO CONEXÃO POLÍTICA
Santiago Peña, presidente do Paraguai, adotou uma posição de oposição frontal ao que vem sendo defendido pelo Brasil em relação à cooperação com os Estados Unidos, em Washington, nas estratégias de combate ao crime organizado nas Américas.
O paraguaio anunciou a adesão do país à Coalizão Anticartéis das Américas durante a Cúpula “Shield of the Americas” (Escudo das Américas), realizada com a participação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de chefes de governo e autoridades do continente.
Segundo Peña, a iniciativa estabelece um compromisso entre países do hemisfério para ampliar ações coordenadas contra organizações criminosas transnacionais envolvidas em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.
Durante a reunião internacional, Peña afirmou que o Paraguai assumirá participação direta nas ações previstas pela coalizão. “Hoje reafirmamos nosso compromisso inabalável com a segurança regional e com a segurança do nosso país”, declarou.
Ele acrescentou que o acordo firmado durante a cúpula formaliza uma estrutura conjunta de cooperação entre governos da região. “Na Cúpula ‘Escudo das Américas’, liderada pelo presidente Trump e ao lado de líderes de todo o continente, concretizamos a assinatura para a criação da Coalizão Anticartéis das Américas.”
A manifestação do presidente paraguaio ocorre enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém posição contrária à classificação de facções brasileiras como organizações terroristas em iniciativas conduzidas pelos Estados Unidos. Peña mencionou diretamente a responsabilidade dos governos da região na contenção das redes criminosas que operam além das fronteiras nacionais.
O governo brasileiro, por sua vez, sustenta que nem PCC nem CV possuem motivações políticas ou ideológicas, sendo meramente organizações criminosas que visam lucros ilícitos, e portanto não se aplicaria o conceito de terrorismo para designar tais grupos.
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Fonte: Diário Do Brasil
