(Ricardo Stuckert/PR e Evaristo Sa/AFP/.)

A nova pesquisa do Datafolha, que deve ser divulgada a partir de sábado, 11, chega sob expectativa elevada por captar um momento de inflexão na corrida presidencial. Após um cenário que evoluiu rapidamente de vantagem confortável para empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, o levantamento deve oferecer pistas sobre os próximos movimentos da disputa.

O colunista Mauro Paulino, especialista no tema, destacou em participações no programa Ponto de Vista ao menos três fatores centrais que devem orientar a leitura dos números: a entrada de Ronaldo Caiado na disputa, os efeitos das medidas econômicas do governo e a possibilidade de estabilização do crescimento de Flávio.

A entrada de Caiado pode alterar a polarização?

Essa é uma das principais incógnitas da nova pesquisa. A formalização da candidatura de Caiado insere um novo elemento no campo da chamada terceira via, que até então vinha com desempenho limitado nas sondagens. A dúvida central é se o governador de Goiás conseguirá captar votos dispersos ou se sua presença terá impacto marginal.

Segundo Paulino, o ponto-chave será observar “para onde esse eleitorado migra” — especialmente após a saída ou enfraquecimento de outros nomes desse campo.

As medidas econômicas de Lula terão efeito imediato?

A pesquisa deve ser a primeira a captar a reação do eleitorado às recentes iniciativas do governo, especialmente na área de combustíveis.

Como o levantamento foi a campo logo após esses anúncios, há expectativa de que os dados revelem se houve algum impacto na percepção do governo — tema sensível em um cenário em que o custo de vida tem peso relevante na decisão de voto.

Para Paulino, isso torna a sondagem particularmente importante por refletir o “calor do momento” político e econômico.

Flávio Bolsonaro atingiu um teto?

Após meses de crescimento consistente, essa é outra questão central.

As pesquisas anteriores do Datafolha mostraram avanço de Flávio — com ganho de sete pontos — ao mesmo tempo em que Lula recuou. Esse movimento levou o cenário de segundo turno a um empate técnico, consolidando a polarização.

Agora, o novo levantamento deve indicar se esse crescimento continua ou se há sinais de estabilização, o que poderia sugerir um limite inicial de expansão da candidatura da direita.

Por que essa pesquisa é tão aguardada?

Além dos fatores conjunturais, o próprio peso do Datafolha amplia a expectativa. A pesquisa também marca a primeira medição após mudanças importantes no tabuleiro político, o que a transforma em um indicador relevante de tendências — mais do que apenas uma fotografia do momento.

O que estará em jogo nos números?

Mais do que percentuais isolados, o foco estará na direção da disputa. Os dados devem ajudar a identificar se a eleição segue em trajetória de equilíbrio — como indicaram as últimas rodadas — ou se há algum movimento de inflexão, seja pela reorganização da terceira via, pela resposta ao governo ou pela consolidação de candidaturas.

O que esperar do cenário eleitoral?

Até aqui, os levantamentos indicam uma disputa aberta e polarizada. Lula mantém liderança no primeiro turno, mas sem a folga de antes, enquanto Flávio Bolsonaro se consolidou como principal adversário, reduzindo a distância e tornando o segundo turno altamente competitivo.
Com informações de VEJA

Fonte: Diário Do Brasil

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