Ricardo Stuckert/PR

No primeiro sábado do ano, as forças militares dos Estados Unidos invadiram Caracas, capturaram o ditador venezuelano Nicolás Maduro e iniciaram mais um período de delírios na nossa polarização nacional.

A direita correu para comemorar a suposta “volta da democracia na Venezuela”. Lula e o petismo condenaram a ação ordenada por Donald Trump como um “precedente extremamente perigoso”. O MST, na mesma linha, chamou o presidente norte-americano de “o maior pirata da atualidade”.

Superada a emoção do momento, o que se anuncia na Venezuela é algo que beira ao realismo mágico da guerra entre conservadores e liberais na Macondo de Gabriel García Márquez, em Cem Anos de Solidão.

Em vez de liberar o povo venezuelano — como anunciou o discurso bolsonarista por aqui –, Trump pegou para si o regime, nomeou uma nova “síndica”, reivindicou 50 milhões de barris de petróleo, e, quem diria, tirou de Lula o título de padroeiro da ditadura chavista.

Não sem motivo o Palácio do Planalto já esqueceu o discurso de soberania nacional venezuelana e ensaia estabelecer uma espécie de parceria com Trump no apoio ao regime venezuelano. Seja direita ou esquerda, Lula ou Trump, a tolerância com a velha ditadura chavista segue sem coloração partidária.

Em nome de uma suposta transição sem data e sem roteiro, Trump repete Lula ao desprezar a oposição venezuelana e ignorar violações de direitos humanos, miséria, corrupção e a perseguição a opositores na Venezuela.

Bolsonaristas e petistas já podem parar de brigar.

Fonte: VEJA

Fonte: Diário Do Brasil

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URGENTE: Trump tira de Lula o título de padroeiro da ditadura venezuelana