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Você já ouviu falar de alimentos transgênicos? O nome é complicado, mas frequentemente os encontramos no mercado. O grupo alimentar é classificado como um organismo geneticamente modificado (OGM): basicamente, são produtos de origem vegetal ou animal com o código genético alterado em laboratório. No Brasil, os exemplos mais comuns são soja, milho e algodão.
O objetivo dos produtores com o processo é alterar a genética dos alimentos e torná-los mais resistentes a pragas e herbicidas e, consequentemente, aumentar a produtividade das plantações.
Estudos científicos anteriores trouxeram uma fama de cancerígenas às comidas transgênicas. No entanto, de acordo com os especialistas entrevistados pelo Metrópoles, os principais trabalhos que traziam a afirmativa tinham limitações metodológicas e interpretações errôneas.
“A evidência científica não sustenta a afirmação de que alimentos transgênicos, como categoria, causem câncer em humanos. Sínteses amplas do corpo de evidências e relatórios de consenso indicam que não há sinal consistente de aumento de risco de câncer atribuível ao consumo de alimentos derivados de culturas geneticamente modificadas”, afirma a nutricionista Caroline Romeiro, gerente técnica de nutrição do Conselho Federal de Nutrição (CFN).
Caroline aponta que, fora do âmbito científico, as discussões sobre o risco oncológico se misturam com o debate sobre a exposição a agrotóxicos – comprovados como cancerígenos por vários estudos científicos.
“É importante diferenciar o alimento transgênico (o produto agrícola/ingrediente) do manejo agrícola associado a ele (por exemplo, uso de determinados herbicidas/inseticidas). São temas distintos”, explica a especialista do CFN.
Fonte: Metrópoles
Fonte: Diário Do Brasil
