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A atriz Titina Medeiros, conhecida pela atuação na novela Cheias de Charme, morreu nesse domingo (11/1), aos 48 anos. A artista estava em tratamento contra o câncer de pâncreas há cerca de um ano.
A informação foi confirmada por familiares nas redes sociais. Em uma publicação, a irmã de Titina afirmou que a família já tinha conhecimento da agressividade do diagnóstico, mas não esperava uma evolução tão rápida da doença.
O tumor no pâncreas é considerado um dos tipos mais agressivos de câncer e costuma evoluir de maneira silenciosa.
“O câncer ocorre quando as células crescem de forma irregular e formam um tumor. Por estar localizado em um órgão de pouca sensibilidade, os sintomas geralmente se confundem com os de condições comuns, como dores no estômago ou nas costas”, explica o oncologista Márcio Almeida, da Oncoclínicas Brasília.
Além disso, na maioria dos casos, o câncer de pâncreas cresce para fora do órgão, o que torna a cirurgia de remoção um procedimento complexo.
Como os sinais iniciais costumam ser inespecíficos e semelhantes aos de problemas digestivos comuns, a doença muitas vezes passa despercebida nas primeiras fases. Com isso, o diagnóstico tende a ocorrer mais tarde, quando o tumor já avançou e as possibilidades de tratamento são mais limitadas.
Ainda assim, à medida que o câncer progride, o organismo começa a apresentar mudanças que podem funcionar como sinais de alerta, mesmo antes de manifestações mais evidentes.
Sinais que podem indicar o câncer de pâncreas
Um dos sintomas mais conhecidos é a icterícia, caracterizada pelo amarelamento da pele e da parte branca dos olhos. O quadro ocorre devido ao acúmulo de bilirrubina no organismo, substância produzida pelo fígado durante o processo de digestão de gorduras.
“O câncer que se inicia na cabeça do pâncreas pode comprimir a via biliar, impedindo que a bilirrubina siga seu caminho normal. Isso faz com que ela se acumule no organismo, levando à icterícia”, esclarece a oncologista Janyara Teixeira, da Rede D’Or, em Brasília.
A perda de peso e a redução do apetite também são comuns. Segundo a médica, o processo inflamatório provocado pela doença estimula a liberação de substâncias no organismo que diminuem a vontade de comer.
Alterações no funcionamento do intestino — como diarreia, constipação e mudanças na cor ou textura das fezes — podem estar associadas à pancreatite crônica, condição relacionada ao câncer de pâncreas.
“Essas alterações ocorrem porque o processo inflamatório no órgão compromete a liberação de enzimas essenciais para a digestão”, afirma a médica.
Dor persistente no abdômen ou nas costas é outro sinal frequente. O crescimento do tumor pode pressionar estruturas vizinhas e nervos ao redor do pâncreas, causando desconforto contínuo nessas regiões.
Náuseas e dificuldade na digestão também podem surgir à medida que a doença progride. “Se o tumor pressiona o estômago, ele pode ficar parcialmente obstruído, dificultando a digestão e provocando náuseas”, explica Janyara.
Fatores de risco
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), muitos casos de câncer de pâncreas estão associados à predisposição genética. A doença pode estar relacionada a síndromes hereditárias, como a de Peutz-Jeghers e a pancreatite hereditária, além de histórico familiar de câncer de mama ou ovário.
Fatores ligados ao estilo de vida também aumentam o risco. Tabagismo, obesidade, diabetes e pancreatite crônica estão entre os principais. A incidência da doença é maior a partir dos 40 anos.
com informações Metrópoles
Fonte: Diário Do Brasil
