
📸 Sasun Bughdaryan / Unsplash
Pesquisadores da Nagoya University, no Japão, identificaram um novo mecanismo por trás da constipação crônica. Em um estudo publicado na última quarta-feira (18/2), na revista Gut Microbes, eles sugerem que, em alguns casos, o problema não está apenas no intestino “preguiçoso”, mas nas bactérias que vivem ali.
Segundo os cientistas, duas bactérias conseguem destruir a camada de muco que reveste o intestino grosso. Essa camada é importante porque mantém as fezes úmidas e facilita a evacuação. Quando ela é degradada, as fezes ficam mais secas e duras, dificultando a eliminação.
O intestino possui uma proteção natural chamada mucina — uma espécie de gel que recobre a parede intestinal. Ela evita irritações e ajuda o bolo fecal a deslizar até a eliminação.
O estudo mostrou que duas bactérias trabalham juntas contra esse processo: a Bacteroides Thetaiotaomicron, que inicia a quebra da mucina ao retirar componentes que protegem essa substância, e a Akkermansia muciniphila, que consome o muco que ficou exposto.
Sem essa proteção, as fezes perdem água e se tornam mais rígidas. Isso pode levar a um tipo de condição que os pesquisadores chamaram de “constipação bacteriana”.
A descoberta ajuda a explicar por que algumas pessoas não melhoram mesmo usando laxantes. Se o problema estiver na destruição do muco intestinal, apenas estimular o movimento do intestino pode não resolver.
Mas quando os cientistas bloquearam a enzima usada pela bactéria para degradar o muco em testes com camundongos, a constipação não se desenvolveu. Isso indica que, no futuro, medicamentos podem ser criados para agir diretamente nesse mecanismo.
COM INFORMAÇÕES DE METRÓPOLES
Fonte: Diário Do Brasil
