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O hábito de “tomar uma gelada” pode parecer inofensivo, mas desencadeia uma complexa reação em cadeia no sistema digestivo. Segundo o coloproctologista Danilo Munhóz, o álcool presente na cerveja não apenas exige um esforço metabólico intenso do fígado, como também atua como um agente desestabilizador da barreira intestinal.

“Essa interação, conhecida como eixo intestino-fígado, é a chave para entender como o consumo de bebidas alcoólicas pode evoluir de um desconforto temporário para uma inflamação sistêmica crônica”, afirma o profissional ao Metrópoles.

Desequilíbrio da microbiota: o álcool reduz as bactérias benéficas e favorece o crescimento de microrganismos nocivos.

Permeabilidade intestinal: a bebida torna as paredes do intestino mais “porosas”, permitindo a entrada de toxinas no sangue.

Toxicidade hepática: o fígado converte o álcool em acetaldeído, uma substância altamente tóxica que gera inflamação.

Inflamação sistêmica: a combinação de toxinas vazadas e sobrecarga hepática afeta o sistema imunológico e outros órgãos.

De acordo com o médico, a jornada da cerveja pelo corpo começa com uma alteração drástica na microbiota intestinal. O equilíbrio bacteriano, essencial para a imunidade e digestão, é rompido pelo consumo frequente.

“Quando as bactérias ‘ruins’ predominam, o intestino perde sua função de filtro. Esse fenômeno, chamado de aumento da permeabilidade, é perigoso: substâncias inflamatórias que deveriam ser descartadas acabam atravessando a mucosa e caindo diretamente na corrente sanguínea”, explica Danilo.

Uma vez na circulação, essas toxinas e o próprio etanol seguem para o fígado, o grande filtro do organismo. Segundo o coloproctologista, o órgão trabalha arduamente para metabolizar o etanol, transformando-o em acetaldeído. O problema é que esse subproduto é mais tóxico que o próprio álcool.

COM INFORMAÇÕES DE METRÓPOLES

Fonte: Diário Do Brasil

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