O comitê que orienta as recomendações de vacinação nos EUA abriu uma discussão inédita sobre o uso de sais de alumínio, adjuvantes presentes em 24 imunizações 
aplicadas amplamente em crianças. A iniciativa surge após membros do ACIP afirmarem que faltam dados sobre riscos cumulativos, especialmente em bebês expostos a múltiplas doses em um curto período.

O ponto de partida: persistência, migração e possível impacto neurológico

A apresentação da Dra. Evelyn Griffin destacou que:

– Bebês recebem vários imunizantes contendo alumínio na mesma visita

– Pesquisas mostram que o alumínio injetado pode persistir no local, migrar por células imunes e alcançar órgãos como fígado, baço e cérebro

– Estudos indicam possíveis efeitos no sistema nervoso central

Pesquisadores citados sugerem que a exposição cumulativa pode estar subestimada. Christopher Shaw, coautor de um dos estudos mencionados, foi direto: remover adjuvantes de alumínio de vacinas pediátricas poderia reduzir casos de autismo — posição contestada por diversos grupos científicos.

A controvérsia científica: segurança “comprovada” ou lacunas históricas?

Indústrias e parte da comunidade médica afirmam que os níveis de alumínio nas vacinas seguem limites regulatórios e são eliminados eficientemente pelo organismo. Porém, críticos apontam:

– Os limites federais se baseiam em estudos antigos (décadas de 1940–1950)

– A toxicidade em bebês nunca foi testada com a carga atual de doses

– Dados usados por autoridades para validar segurança podem conter erros de cálculo

Pesquisadores europeus argumentam que os padrões vigentes se apoiam mais em precedentes do que em testes modernos. Reanálises independentes sugerem que crianças estariam recebendo quantidades próximas aos limites considerados seguros.

Divisão dentro do ACIP: risco cumulativo e necessidade de novos estudos

Membros recém-nomeados reforçaram pontos de incerteza:

– Dr. Robert Malone afirmou que não há dados robustos sobre risco cumulativo em crianças que recebem “dezenas” de doses

– Griffin apontou que vacinas contendo alumínio foram adicionadas ao calendário sem testes específicos adequados

– Preocupações incluem maior exposição por quilo em bebês, além de indícios de acúmulo no organismo

A FDA reconhece que crianças pequenas podem ser mais vulneráveis à toxicidade do alumínio — posição registrada em documentos da própria agência.

Indústria, governo e ex-membros rebatem: segurança é “assentada”

A ala contrária considera o debate um retrocesso:

– Dr. Yvonne Maldonado, ex-ACIP, afirma que não há vínculo comprovado entre alumínio e autismo, Alzheimer, alergias ou doenças autoimunes

– Estudos com milhões de crianças sustentam que os adjuvantes são bem tolerados

– Para ela, reabrir o tema seria antiético e colocaria crianças em risco ao atrasar imunizações essenciais

Outros especialistas defendem manter o foco em doenças preveníveis, não em hipóteses já “refutadas”.

Risco regulatório e impacto econômico

Qualquer mudança teria efeito profundo:

– 24 vacinas dependem de alumínio

– Substituir o adjuvante exigiria de 5 a 7 anos de pesquisa e centenas de milhões de dólares

– Empresas não teriam incentivo para desenvolver substitutos por conta própria

Dr. Peter Hotez alertou que remover o alumínio sem substituto equivalente inviabilizaria grande parte do atual portfólio de imunizações.

Próximo passo: novo grupo de trabalho e revisão de dados

O presidente do ACIP, Dr. Kirk Milhoan, afirmou que será criado um grupo para avaliar se o alumínio tem papel em reações adversas observadas em crianças. Membros também levantaram a necessidade de ensaios clínicos comparando vacinas com e sem o adjuvante.

O Departamento de Saúde (HHS) disse que as avaliações seguirão rigorosamente a ciência, mas não respondeu se os limites de alumínio serão revisados.

Conclusão

O debate expõe uma divisão central na política de vacinação dos EUA: entre quem afirma 

que a segurança do alumínio está amplamente comprovada e quem vê lacunas históricas nos estudos que sustentam o calendário infantil atual.
 
Com potenciais impactos econômicos, regulatórios e sanitários, a discussão marca um dos questionamentos mais sensíveis já enfrentados pelo ACIP — e pode redefinir o futuro das vacinas pediátricas nos Estados Unidos e, por consequência, em várias partes do mundo, como no Brasil.

Fonte: The Époch Times Brasil

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Escândalo? EUA abrem discussão sobre uso de alumínio como adjuvante presente em 24 vacinas aplicadas amplamente em crianças. Pesquisas mostram que o alumínio injetado pode persistir no local, migrar por células imunes e alcançar órgãos como fígado, baço e cérebro. Até casos de autismo