O golpe do guincho surgiu como uma alternativa para driblar blitzes de carros com problemas legais. Descubra agora como ele funciona

Recentemente, o influenciador digital Hebert Criston, conhecido como o “rei dos macetes”, viralizou ao compartilhar um truque para evitar multas em blitze de trânsito. A estratégia, batizada de “golpe do guincho”, consiste em remover um fusível do carro para simular um defeito mecânico e, assim, acionar um guincho para retirar o veículo do local.
A prática gerou polêmica e levantou dúvidas sobre sua legalidade e ética. Mas, afinal, o que é o “golpe do guincho”? Ele é considerado crime? Vamos explicar.

O que é o ‘Golpe do Guincho’?
Primeiramente falaremos de sua origem: o “golpe do guincho” ganhou notoriedade após o influenciador Hebert Criston compartilhar a técnica em suas redes sociais. A ideia é simples: ao se deparar com uma blitz, o motorista remove um fusível do carro para simular uma pane elétrica, impedindo o veículo de funcionar.

Em seguida, ele aciona um guincho para retirar o carro do local, alegando que o veículo está com problemas. Dessa forma, o motorista evita que agentes de trânsito identifiquem irregularidades no automóvel, como documentação vencida ou falta de licenciamento.

A prática gerou polêmica e recebeu críticas por possivelmente comprometer um serviço essencial e prejudicar motoristas que realmente necessitam de um guincho. Apesar disso, a estratégia chamou atenção por sua dúvida legal.
O Golpe do Guincho é crime?
Embora a ideia possa ser considerada antiética, o simples ato de chamar um guincho não configura crime. No entanto, acionar esse serviço de forma fraudulenta pode gerar complicações legais.
Ao UOL, o advogado Marco Fabrício Vieira explicou que a prática pode ser enquadrada no artigo 266 do Código Penal, que trata da interrupção de serviços de utilidade pública. Mesmo que guinchar um veículo com documentos vencidos não seja considerado uma infração de trânsito, o ato de simular um defeito para evitar uma blitz pode ser interpretado como má-fé.

Como o guincho é um serviço essencial para remoção de veículos avariados ou com pane, seu uso indevido pode ser interpretado como um abuso desse sistema. Além disso, pode configurar má-fé por parte do condutor, podendo gerar sanções.
Conclusão
O “golpe do guincho” pode parecer uma solução para evitar multas, mas sua prática é questionável tanto do ponto de vista legal quanto ético. Além de poder configurar crime, a ação sobrecarrega serviços essenciais e pode prejudicar quem realmente precisa de ajuda. Portanto, é sempre melhor regularizar a situação do veículo e evitar práticas duvidosas.
O que acontece se o carro for parado na blitz?
Se o carro for parado em uma blitz, os agentes de trânsito verificam documentos e condições do veículo. Irregularidades podem resultar em multas ou apreensão do carro.Quando a blitz apreende o carro?
Se houver irregularidades graves, como documentos vencidos, falta de licenciamento ou sinais de roubo. Em alguns casos, o motorista pode até ser preso.
Fonte Olhar Digital