
Nesta quarta-feira, 2 de abril de 2025, a Polícia Federal (PF) indiciou Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por violação de sigilo funcional com dano à administração pública. Tagliaferro, que atuou na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação durante a gestão do ministro Alexandre de Moraes, é acusado de vazar informações sigilosas que teriam sido repassadas à imprensa, especificamente ao jornal Folha de S.Paulo.
A investigação, concluída hoje, apurou o vazamento de diálogos envolvendo Moraes e servidores do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a PF, Tagliaferro teria agido de forma “consciente e voluntária”, divulgando dados obtidos em sua função de confiança no TSE. O relatório aponta que o objetivo do vazamento seria desgastar a imagem do ministro e prejudicar investigações em curso, afetando a credibilidade do Judiciário.
O caso agora segue para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se apresenta denúncia formal à Justiça. Tagliaferro já havia sido exonerado do cargo em maio de 2023, após ser preso em flagrante por violência doméstica em São Paulo. As conversas vazadas, que circularam entre 2022 e 2023, sugerem que Moraes utilizou informalmente a estrutura do TSE para obter informações usadas em inquéritos no STF, o que gerou controvérsia e críticas. O ministro, por sua vez, afirmou que todos os procedimentos foram regulares e documentados.
A defesa de Tagliaferro ainda não se pronunciou sobre o indiciamento, mas o caso promete reacender debates sobre os limites da atuação judicial e a proteção de informações sigilosas no Brasil.
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Fonte: @noticianoface