
Reprodução Metrópoles
A treinadora afegã Khadija Ahmadzada, de apenas 22 anos, foi presa pelo Talibã por dar aulas clandestinas de taekwondo a meninas. A prática viola o banimento total imposto pelo regime ao esporte feminino no Afeganistão.
A detenção, ocorrida em meados de janeiro de 2026, na província de Herat, no oeste do país, gerou denúncias em redes sociais e alertas de ativistas de direitos humanos.
Segundo veículos independentes da região, como o jornal afegão Hasht-e Subh e a agência Rukhshana Media, Khadija foi detida em 10 de janeiro por agentes do Ministério para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício.
As aulas secretas ocorriam em uma garagem de residência particular, na área de Jebrail, em Herat. Além dela, seu pai e o dono da casa também foram presos e transferidos para a prisão central da província.
O Talibã proíbe mulheres e meninas de praticar qualquer esporte desde a retomada do poder, em agosto de 2021. Ginásios e clubes foram fechados, e qualquer forma de treinamento atlético para o público feminino é considerado crime.
Denúncias nas redes sociais, incluindo posts no X, Instagram e petições no Change.org, intensificaram o caso. Ativistas como Lina Rozbih e Shabnam Nasimi pediram campanhas globais com a hashtag #FreeKhadijaAhmadzada, cobrando intervenção urgente da ONU.
Relator especial da ONU para direitos humanos no Afeganistão, Richard Bennett manifestou “profunda preocupação” e exigiu a libertação imediata e segura da treinadora.
com informações de Metrópoles
Fonte: Diário Do Brasil
