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O filho do presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical (Sindnapi) ganhou pelo menos R$ 128 mil de uma empresa criada para atender à entidade. Os pagamentos aconteceram em 2024, durante cinco meses, entre agosto e dezembro de 2024. À época, o filho de Milton Baptista de Souza, o Milton Cavalo, tinha apenas 19 anos.
O Sindnapi é uma das entidades investigadas na Farra do INSS. Ligado à central Força Sindical, o sindicato tem como vice-presidente o sindicalista José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula (PT).
Os pagamentos foram feitos pela empresa Gestora Eficiente LTDA à firma Giacomasi Business and Management LTDA, pertencente ao filho de Milton Cavalo.
Na documentação analisada pela reportagem, não há qualquer detalhe sobre os eventuais serviços prestados pela Giacomasi Business. A declaração de imposto de renda da firma menciona apenas a “remuneração de Serviços Profissionais, de Serviços de Limpeza, Conservação, Segurança e Locação de Mão de Obra Prestados por Pessoa Jurídica”.
Criada por dirigentes do Sindnapi, a Gestora Eficiente atendia apenas ao sindicato. Era responsável por processar os dados dos aposentados que sofriam os descontos do Sindnapi — toda vez que um novo aposentado passava a sofrer os descontos, a empresa recebia uma comissão.
A empresa tinha como sócios o advogado Carlos Afonso Galleti Júnior, casado com a ex-coordenadora jurídica do sindicato, Tônia Galleti, e a decoradora Daugliesi Giacomasi de Souza, mulher de Milton Cavalo e mãe do jovem dono da Giacomasi Business.
Os dados da Giacomasi Business foram encaminhados à CPMI do INSS e obtidos pela coluna. O requerimento de quebra de sigilo foi apresentado pela deputada Bia Kicis (PL-DF).
Como mostrou a coluna, o Sindnapi pagou pelo menos R$ 8,2 milhões a empresas pertencentes a familiares de seus dirigentes.
Fonte: Metrópoles
Fonte: Diário Do Brasil
