Apresentação dos dois novos programas disponíveis na associação comercial é feita para os empresários associados

Dezenas de empresários estiveram na manhã de sexta-feira, dia 07, na sede da Associação Comercial e de Inovação de Marília (Acim), conhecendo os dois novos programas da entidade que estão à disposição dos associados para a recuperação de crédito. Os programas: AC Recupera e AC Protesta foram apresentados pelo vice-presidente de produtos, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Ary Russo, que mostrou na prática a eficiência e a eficácia dos dois programas recém lançados e que estão à disposição nas associações comerciais pelo Brasil. 

“A inadimplência impacta diretamente no caixa das pequenas e médias empresas”, disse o presidente da Acim, Carlos Francisco Bitencourt Jorge ao apresentar o representante na Facesp que fez a explanação em aproximadamente uma hora. “O pequeno empresário tem dificuldades de recuperar valores em aberto, bem como sofre com o alto custo operacional de cobrança”, disse o dirigente paulistano ao reconhecer a falta de estrutura especializada de cobrança.

Ary Russo disse que o volume total de dívidas dos brasileiros chega a R$ 557 bilhões, entre 338 milhões de dívidas. “Isso dá uma média de R$ 6.728,51 de dívidas por pessoa”, comparou ao contar com R$ 1.647,64 de valor médio de cada dívida. 

“Isso fez com que a Facesp criasse um sistema completo e exclusivo de concessão e recuperação de crédito entre as associações comerciais”, destacou ao falar do AC Recupera, que visa recuperação ativa de crédito e inclusão de protesto, e o AC Protesto que visa a consulta de protesto nacional. 

“O primeiro passo foi a parceria com os cartórios do Brasil”, contou ao afirmar que o protesto é o instrumento extrajudicial mais poderoso do Brasil. “Estamos ligados aos 3.800 cartórios que são fiscalizados pelo CNJ”, anunciou ao falar sobre o amparo por lei e pelo Código Civil.

Para o vice-presidente da Facesp convidado os dois programas acessíveis pelos empresários, através da associação comercial, causam sustentabilidade para a rede de associações comerciais; gera receita recorrente na empresa, fortalece o modelo cooperativo e oferece liberdade de adesão. “Tudo de graça e sem burocracia”, afirmou. 

“Existe a cobrança de uma taxa de 5% do valor da dívida, apenas”, apontou o expositor ao dizer que o protesto é a única forma de restrição pública legal. “Esses dois programas resolvem a parte burocrática, quando o empresário insere os dados da dívida no sistema do AC Recupera, ficando o devedor com a liberdade de pagar via boleto, DDA ou até pelo cartão de crédito. “O devedor é intimado e tem três dias úteis para pagar a dívida”, explicou.

Sendo um sistema amplo, a empresa pode colocar para ser recuperado: boletos e duplicatas; contratos de prestação de serviço; notas provisórias; confissões de dívidas; taxas condominiais; mensalidades e contratos de aluguel. 

“São situações que muitas empresas, de diversos segmentos, podem utilizar o nosso programa AC Recupera e criar um novo modelo de gestão e ter uma nova fonte de renda com dinheiro considerado perdido ou complicado para recuperar”, falou o dirigente da federação paulista. 

“O primeiro passo é o cadastramento da dívida pendente que pode ser feito pelo próprio associado, se ele quiser, via internet, e a partir do CNPJ ou CPF do devedor cadastrado, inicia-se todo o processo de negociação”, falou Ary Russo ao dedicar a segunda parte do encontro para esclarecimento de dúvidas e perguntas sobre os dois programas. 

“O empresário agora tem uma ferramenta importante para melhorar o caixa da empresa”, disse ao lembrar que a inadimplência faz com que o empresário perca duas vezes: o produto ou serviço e o dinheiro correspondente. “Agora dá para recuperar”, garante.

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