
Reprodução: Redes sociais/instagrma: Tese jurídica
Enquanto mulheres iranianas eram presas por tirar o véu em Teerã, Sarinasadat Hosseiny, 25 anos, viajava de jatinho, posava ao lado de helicópteros, assistia à Fórmula 1 em Las Vegas e postava tudo no Instagram. Seu feed mostrava viagens a Miami, Alaska e Las Vegas, festas em festivais de música e passeios em iates – sem qualquer sinal de emprego ou renda visível.
Sua mãe, Hamideh Soleimani Afshar, aparecia nas fotos com pulseiras de ouro, bolsas Louis Vuitton e roupas que seriam ilegais na República Islâmica. Em outro registro, bebia champanhe no deserto ao lado de um helicóptero. No banco de trás de seu Tesla Model 3 preto, almofadas Hermès, No banco do passageiro, uma bolsa Miss Dior.
As duas foram presas na noite de 3 de abril por agentes do ICE em Tujunga, Los Angeles, depois que o secretário de Estado Marco Rubio revogou seus green cards.
O Departamento de Estado afirmou que as identificou pelas próprias redes sociais – o mesmo Instagram que Hamideh usou para celebrar ataques contra soldados americanos e chamar os EUA de “Grande Satã” entregou seu endereço ao governo americano.
Hamideh entrou nos EUA em 2015 com visto de turista, obteve asilo em 2019 e green card em 2021 — e fez ao menos quatro viagens de volta ao Irã após isso. Sarinasadat chegou com visto de estudante em 2015 e recebeu green card pelo governo Biden em 2023.
A ironia é difícil de ignorar: a filha do regime que pune mulheres por existirem livremente vivia exatamente a vida que esse regime proíbe – bancada pela liberdade
americana que sua mãe chamava de satânica.
Com informações de TESE JURÍDICA.
Fonte: Diário Do Brasil
