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A mediana das projeções para o IPCA de 2026 voltou a subir no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Banco Central, passando de 4,86% para 4,89%, na oitava alta consecutiva.

Há quatro semanas, a estimativa era de 4,36%. O número coloca a inflação projetada acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional para o ano, que é de 4,5%, e aprofunda o mal-estar econômico do governo Lula em ano eleitoral.

A taxa Selic projetada para 2026 foi mantida em 13% ao ano pela segunda semana consecutiva. Para 2027, a expectativa continuou em 11%, também estável. Em 2028, a mediana das projeções permaneceu em 10% ao ano pela 15ª semana consecutiva.

Para 2029, houve leve alta para 10%, o que significa que o mercado passou a ver juros em dois dígitos no longo prazo. O dólar projetado para o fim de 2026 recuou para R$ 5,25, na terceira queda consecutiva, após ter chegado a R$ 5,40 há quatro semanas.

No caso do IGP-M, a projeção para 2026 avançou para 5,50%, registrando a nona semana consecutiva de alta. Para 2027, a estimativa ficou em 4,00%, estável há 11 semanas. Entre os preços administrados, a expectativa para 2026 foi mantida em 4,98%.

O acumulado de revisões para cima desde o início do ano resulta de pressões estruturais que o governo não conseguiu conter, incluindo o impacto da guerra no Irã sobre o petróleo, a alta do querosene de aviação e o endividamento recordes das famílias.

A previsão de crescimento do PIB em 2026 foi mantida em 1,85%. Para 2027, a estimativa foi reduzida de 1,80% para 1,75%, na primeira queda após período de estabilidade.

O quadro entrelaça inflação acima da meta, juros altos, endividamento familiar recorde e crescimento abaixo de 2%, sendo a negativa a seis meses das eleições presidenciais.

COM INFORMAÇÕES DE CONEXÃO POLÍTICA

Fonte: Diário Do Brasil

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