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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) abriu nesta segunda-feira, 4, uma investigação para apurar possíveis violações às regras de concorrência na indústria de processamento de carne, segundo a Bloomberg.

Entre os alvos estão grandes frigoríficos que atuam no país, como a JBS e a National Beef, subsidiária da Marfrig, que se uniu à BRF no ano passado.

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O procurador-geral interino, Todd Blanche, não deu detalhes adicionais sobre a apuração, mas afirmou que o órgão pretende avançar rapidamente.

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“Há muito trabalho que já foi feito e muito ainda a fazer”, disse em uma coletiva de imprensa realizada hoje na Casa Branca.

No mês passado, a Bloomberg já havia informado que o DoJ abriu uma investigação criminal sobre a forma como frigoríficos, incluindo a JBS e a Tyson Foods, compram gado de pecuaristas.

Investigação

Em novembro, o DoJ já havia aberto uma investigação sobre as maiores processadoras de carne bovina do país.

Segundo comunicado da Casa Branca, a medida faz parte de um esforço para “reprimir cartéis estrangeiros” e “restaurar a concorrência justa” no setor.

O texto mencionava quatro companhias que, juntas, controlam cerca de 85% do mercado americano de carne bovina: JBS, Cargill, Tyson Foods e National Beef.

“Cartéis estrangeiros”

O documento oficial afirma que a JBS, “maior processadora de carne do mundo”, é uma empresa de propriedade estrangeira.

“Ao examinar se essas empresas violaram as leis antitruste por meio de preços coordenados ou restrições de capacidade, esta investigação irá erradicar qualquer conluio ilegal, restaurar a concorrência justa e proteger nossa segurança alimentar”, diz o texto.

Trump

Trump afirmou que os frigoríficos estariam lucrando à custa dos consumidores.

“Enquanto o preço do gado cai substancialmente, o da carne embalada sobe. Sabe-se que há algo de suspeito. Vamos descobrir a verdade rapidamente. Se houver crime, os responsáveis pagarão um preço alto”, escreveu nas redes sociais.

O republicano disse ainda que “as corporações de propriedade estrangeira inflacionam artificialmente os preços e colocam em risco a segurança do suprimento nacional de alimentos”.

Ele defendeu “ação imediata” para proteger consumidores e combater monopólios ilegais.
Com informações de O ANTAGONISTA

Fonte: Diário Do Brasil

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