
REPRODUÇAO METRÓPOLES
A morte da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Michele Leão Azevedo, de 41 anos, provocou comoção em Belo Horizonte e ganhou repercussão nacional. A oficial chegou sem vida ao Hospital Odilon Behrens, na noite de segunda-feira (20/7), levada pelo próprio marido, o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, que foi preso em flagrante por feminicídio.
A investigação da Polícia Civil aponta contradições na versão apresentada pelo militar e indica que Michele vivia um relacionamento marcado por violência psicológica, controle e humilhações, segundo familiares.
Em depoimento, a mãe da vítima afirmou que a filha era constantemente manipulada pelo marido e tentava encerrar o relacionamento, mas ele não aceitava a separação.
O sargento disse à polícia que, após uma festa na residência, o casal consumiu bebidas alcoólicas e ecstasy. Segundo ele, os dois mantinham relações sexuais consensuais com práticas de dominação, incluindo **chicotadas e outras agressões físicas**, que teriam sido filmadas.
Eduardo também afirmou que Michele caiu de uma escada, sofreu um corte na cabeça e recusou atendimento médico por medo de sofrer consequências disciplinares devido ao uso de drogas. Segundo ele, ambos dormiram e só à noite percebeu que ela não respondia mais aos estímulos, levando-a ao hospital.
A versão passou a ser questionada logo na chegada à unidade de saúde. Michele já estava morta quando deu entrada no hospital, e os primeiros exames indicaram que ela havia falecido entre quatro e seis horas antes de ser levada para atendimento.
COM INFORMAÇÕES DE METRÓPOLES
Fonte: Diário Do Brasil
