Com a chegada da primavera, começa também uma contagem regressiva de aproximadamente 90 dias para o verão. Para quem já pretende tratar celulite, flacidez, gordura localizada ou alterações na qualidade da pele, o período pode ser usado para planejar os cuidados com antecedência, já que parte dos tratamentos apresenta resultados graduais e depende do próprio tempo de resposta do organismo.

Entre as principais preocupações corporais nesta época está a celulite. As depressões que aparecem principalmente nos glúteos e nas coxas podem estar relacionadas à ação de septos fibrosos que tracionam a pele, e o tratamento depende das características de cada caso. Entre as possibilidades para casos selecionados está o GoldIncision, utilizado para atuar nesses septos. “O erro é esperar dezembro e tentar resolver tudo de uma vez. Quando existe indicação, começar antes permite tratar e acompanhar como aquele corpo responde, sem a pressão de buscar um resultado imediato”, explica a médica e CEO da Clínica Leger, Nívea Bordin Chacur.

Flacidez, gordura localizada e qualidade da pele seguem caminhos diferentes. Enquanto alguns tratamentos dependem do estímulo e da remodelação de colágeno ao longo das semanas, outros são direcionados ao tecido adiposo ou ao contorno corporal. É comum que essas alterações apareçam juntas, mas isso não significa que tenham a mesma indicação ou devam ser tratadas ao mesmo tempo.

A antecedência também ajuda a considerar a recuperação. Dependendo do procedimento, podem ocorrer inchaço, hematomas ou sensibilidade, enquanto outros apresentam uma evolução que só se torna mais perceptível com o passar das semanas. A proximidade do verão, portanto, não deve ser encarada como uma corrida para acumular procedimentos, mas como uma oportunidade para avaliar o que realmente tem indicação e respeitar o prazo de cada tratamento.

Para Nívea, é justamente essa diferença que torna o planejamento mais importante do que a quantidade de procedimentos realizados. “Celulite, flacidez, gordura localizada e qualidade da pele exigem tratamentos e prazos diferentes. Não existe uma fórmula única para tratar todas essas queixas antes do verão. O ideal é entender primeiro o que realmente incomoda, o que tem indicação e quanto tempo aquele resultado pode levar. Deixar tudo para dezembro acaba limitando as possibilidades”, conclui.

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