
REPRODUÇÃO RGOTTINO
Uma história de horror e crueldade chocou o mundo. No Quênia, na África, o autoproclamado líder Paul Mackenzie foi considerado culpado pelo assassinato de 191 pessoas, sendo 190 crianças e um adulto.
O líder religioso comandava uma seita apocalíptica e convencia seus seguidores de que precisavam abandonar a alimentação para chegar ao céu antes do fim do mundo. Segundo as investigações, pais eram orientados a deixar os próprios filhos morrerem de fome para que pudessem encontrar Jesus.
A doutrina também condenava a medicina moderna e proibia a educação. Crianças e adultos que resistiam às determinações podiam sofrer agressões físicas.
O caso veio à tona em 2023, quando autoridades descobriram centenas de corpos enterrados em covas rasas na floresta de Shakahola. Mais de 400 cadáveres foram encontrados durante as buscas.
Os relatos são devastadores. Uma testemunha contou que uma mãe foi proibida de amamentar o próprio bebê, que morreu apenas 12 dias depois do nascimento.
Um pai revelou ter perdido os seis filhos para a seita. Ele conseguiu localizar e sepultar os restos mortais de apenas um deles.
As investigações apontaram que as vítimas morreram não apenas de fome, mas também em decorrência de espancamentos e estrangulamentos.
Além de Mackenzie, outros 28 integrantes da liderança religiosa foram considerados culpados pelo tribunal.
O homem que negou ter obrigado os seguidores a jejuar, deverá conhecer sua sentença no dia 6 de novembro.
COM INFORMAÇÕES DE @RGOTTINO
