Um pouco de tudo na cena de artistas brasileiras independentes

Samba de Maria

Não se deixe enganar pela mansa voz de Selma Fernands. Em seu primeiro álbum, “Samba de Maria”, a cantora revela sua alma forte. Aliada a músicas de talentosos compositores contemporâneos, Selma canta sua vontade de questionar a realidade, convocando discussões e pensamentos para um mundo carente de igualdade e desejoso de menos sectarismo – no amor, na política ou numa simples reflexão que denuncia o quanto nos distanciamos das coisas belas e frugais da vida, como na faixa de trabalho homônima do disco. Com ricos arranjos de estilo ‘samba contemporâneo’, o álbum, produzido e arranjado por Eduardo Capello, conta ainda com diversas contribuições que trazem peso à produção – como a do trombonista Bocato e do multiartista Filó Machado.

Virada na Jiraya

Este é o segundo disco da cantora e compositora recifense Flaira Ferro, que vem se destacando no cenário da música independente e autoral nordestina. O álbum de 12 faixas, 11 assinadas pela artista, é uma produção independente e conta com as participações de Chico César na música ‘Suporto perder’, do pianista Amaro Freitas em ‘Maldita’ e das compositoras Isaar, Ylana, Sofia Freire, Paula Bujes, Laís de Assis e Aishá Lourenço na música ‘Germinar’.

Cada voz é uma mulher

A diva afro brasileira Virgínia Rodrigues está de volta com seu novo álbum, “Cada Voz é Uma Mulher”, onde a cantora costura diálogos entre mulheres de países de língua portuguesa, como Brasil, Portugal, Cabo Verde, Moçambique e Angola. A produção musical é de Leonardo Mendes e Tiganá Santana. Composições de Sara Tavares, Mayra Andrade, Aline Frazão, Lena Bahule, Luedji Luna, dentre outras. Mulheres lusófonas que se conectam na ancestralidade de sua música.

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