Meliponicultura é o nome que se dá para a criação das abelhas sem ferrão. Nativas do Brasil, elas são fundamentais para o equilíbrio
dos nossos ecossistemas

As abelhas sem ferrão existem de forma quase invisível aos nossos olhos nos centros urbanos. Nestes ambientes, estes pequenos insetos geralmente visitam plantas em quintais, jardins, praças, parques e fragmentos de matas, realizando o importante serviço de polinização de diversas espécies de vegetações. Habitam ocos de árvores, postes de madeira, buracos em muros, paredes ou no solo. As abelhas sem ferrão também podem ser criadas em casa, praças, áreas verdes, parques públicos e escolas. Além de produzir mel e própolis de ótima qualidade, essas inofensivas companheiras são essenciais ao equilíbrio ecológico local, impactando positivamente na qualidade de vida nos ambientes urbanos.
Seguindo esta linha de raciocínio, a Prefeitura de Marília, em parceria com o meliponicultor Johnny Thiago, iniciaram o Projeto “Doce Futuro”, que objetiva desenvolver a criação de abelhas sem ferrão na cidade, visando promover a educação ambiental sobre o tema e alcançar o equilíbrio reprodutivo das plantas através da polinização, dando mais um grande passo à sustentabilidade em Marília.
Segundo o chefe do meio ambiente, Cassiano Rodrigues Leite, preservar estas espécies é essencial para existência de vida no planeta. “Quase 90% das espécies de flores silvestres dependem dos polinizadores, assim como 75% das plantações de alimentos. A ideia é promover a proteção das abelhas como importantes agentes de polinização, grupo no qual se incluem ainda as borboletas, morcegos e beija-flores. A utilização excessiva de pesticidas ou agrotóxicos destinados a matar alguns insetos que afetam a agricultura, tem vindo, igualmente, a matar abelhas. De forma semelhante, outros elementos químicos, utilizados para promover um maior crescimento das plantas, prejudicam a polinização, colocando em risco o próprio ecossistema”, explicou. Disse ainda que muitas espécies vegetais são totalmente dependentes das abelhas para que possam se reproduzir. “Ao passar de flor em flor, essas abelhinhas carregam o pólen e fazem a fecundação, gerando assim a produção da semente e o surgimento de uma nova planta. Em torno de 90% das espécies da Mata Atlântica, vegetação característica da nossa região, que dependem das abelhas sem ferrão para se reproduzirem”, comentou
O idealizador do Projeto Doce Futuro, Johnny Thiago, destaca a importância em preservar estas espécies e propagar a educação ambiental sobre o tema em nossa cidade. “A meliponicultura, ou criação de abelhas sem ferrão, é uma atividade prazerosa e que possibilita a colheita de mel, pólen e própolis para consumo próprio ou comercialização. Além desses produtos, a criação de abelhas aumenta a produtividade de frutos em quintais urbanos ou áreas rurais através da polinização das flores. Estima-se que 70% das espécies cultivadas para a alimentação são dependentes da polinização realizada pelas abelhas”, disse
“Esta atividade, ainda, possibilita um maior contato com a natureza e interação com outras espécies de seres vivos, além de enriquecer a alimentação ou ser utilizada na medicina caseira. O primeiro e principal cuidado é a aquisição de colônias criadas por métodos sustentáveis. Esta atividade é legalmente reconhecida e amparada por resoluções do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), porém, para desenvolver as atividades de meliponicultor, é necessário se adequar as legislações vigentes, licenciando a atividade junto aos órgãos competentes”, frisou.
“Criar abelhas sem ferrão em casa é uma prática aliada à conservação desta fauna tão ameaçada ou em parte já extinta nas grandes cidades. Criando abelhas nativas você contribui para um ambiente urbano mais saudável e agradável. Porém, nunca retire abelhas de seu hábitat natural ou compre de produtores que praticam essa extração direta. É preciso fazer um ninho-isca ou comprar de produtores que o façam”, afirmou o meliponicultor Johnny Thiago. O Projeto “Doce Futuro” tem apoio da Prefeitura de Marília, e objetiva preservar as abelhas e promover a educação ambiental sobre o tema na cidade. Mais informações poderão ser obtidas através do telefone (14) 99864-9192.

O idealizador do Projeto Doce Futuro, Johnny Thiago, destaca a importância em preservar estas espécies e propagar a educação ambiental sobre o tema em nossa cidade.

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Projeto Doce Futuro recupera área degradada e incentiva a Meliponicultura em Marília