O prefeito Daniela Alonso, através de sua administração, já recebeu mais de R$ 48 milhões para combater a epidemia do coronavírus, que só tem aumentado, inclusive com recordes de mortes semanais. Isso pode levar a crer que faltou gestão por parte do prefeito, uma vez que esses recursos dariam para construir pelo menos construir hospitais de campanha ao lado do Hospital Unimar e da Santa Casa, por exemplo, com vários leitos. Entretanto, na fase que se deixou chegar fica difícil a contratação de recursos humanos, uma vez que os atuais já estão sobrecarregados física e mentalmente.

Só do governo federal e exclusivamente para Covid-19, a Prefeitura recebeu R$ 37, 4 milhões. Do estadual R$ R$ 4,3 milhões. Mais repasses da Justiça de Marília, através das 1ª. E 3ª. Varas criminais, que destinaram R$ 77 mil aos cofres municipais. Desses recursos, que são referentes aos exercícios 2020 e 2021, a Prefeitura já gastou R$ 33,1 milhões e está com um caixa de R$ 8,1 milhões.

Isso, até os últimos dados até a semana passada. Além disso, o município tem um orçamento de R$ 200 milhões por ano para a área da Saúde, com repasses a hospitais e manutenção de sua rede de atendimento, bem como pagamentos de insumos e profissionais. Mas, com relação à verba recebida para combater o Covid-19, a prefeitura divulgou gastos entre serviços e aquisição de materiais.

Pela divulgação feita até agora, alguns valores são referentes a R$ 7,4 milhões para exames PCR, testes SARS Covid 2 e testes rápidos. Também gastou com a folha de pagamento de servidores da Saúde, num total de R$ 6,8 milhões. No pagamento de diárias de UTIs habilitadas junto ao Ministério da Saúde foram R$ 4milhões e oitocentos mil reais.

Aponta gastos de R$ 4,7 milhões em auxílio emergencial aos hospitais da cidade. Na contratação de convênios a Prefeitura gastou R$ mais de 2 milhões e R$ 1,3 milhão em gasto com medicamentos, entre outros, que totalizam as despesas até o último balanço em R$ 33,1 milhões. Fora isso, o Executivo também recebeu as doses de vacinas até agora aplicadas por parte dos governos estadual e federal.

A questão é no uso desses recursos, uma vez que a Prefeitura não ofertou praticamente nenhum aumento de UTIs para combater o coronavírus e atender uma maior demanda de infectados, deixando com que a rede entrasse em colapso total, inclusive com pessoas em espera por leitos e consequentes transferências para outros municípios. Ou seja, em um ano de pandemia, quase nada foi feito em termos de estrutura para atender mais pacientes da Covid-19.

O prefeito Daniel Alonso passou quase um ano fazendo “lives”, fazendo reuniões e muito falatório, que em sua maioria foram para definir sobre cumprir ou não os lockdowns determinados pelo governador Doria. Enquanto isso, outras cidades colocaram sua rede básica em atendimento precoce, e não preventivo (o que é um erro), oferecendo atendimento logo de início aos pacientes que têm seus exames positivados para a doença. Sem falar na vacinação em Marília que tem sido muito lenta por culpa dos governos estadual e federal. Em termos de divulgação de medidas preventivas e na fiscalização de aglomerações e festas privadas a atuação da Prefeitura tem sido positiva.

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Governo Daniel Alonso recebe R$ 41,8 milhões só para combater o covid-19