
📸: Arc Institute/Samuel H. King et al
🧬 Ciência – Pela primeira vez, cientistas conseguiram fazer com que uma inteligência artificial desenhasse o genoma completo de um vírus — não apenas um gene isolado, mas o conjunto inteiro de instruções genéticas necessárias para que o organismo funcione, se reproduza e infecte um hospedeiro.
O estudo, publicado nesta quinta-feira (6) na prestigiada revista científica “Science”, foi conduzido por pesquisadores do Arc Institute e da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e é considerado um marco na chamada biologia sintética.
A equipe usou um sistema de IA chamado Evo, que funciona de um jeito parecido com o ChatGPT e outros modelos de linguagem: em vez de aprender a prever a próxima palavra de uma frase, o Evo aprendeu a prever a sequência de “letras” do DNA — as bases A, C, G e T que formam o nosso código genético.
➡️ Para isso, ele foi alimentado com o material genético de milhões de bactérias, plantas, animais e vírus.
Depois de treinado, o sistema foi direcionado a criar genomas de bacteriófagos, um tipo de vírus que infecta exclusivamente bactérias e é inofensivo para humanos.
Como modelo, os cientistas usaram o ΦX174, um vírus pequeno e extremamente bem estudado, cujo genoma tem cerca de 5.400 letras, bem menos que as cerca de 500 mil letras do genoma da bactéria mais simples, e um universo de distância das 3 bilhões de letras do DNA humano.
A IA gerou centenas de milhares de propostas de genomas. Os pesquisadores selecionaram as mais promissoras, encomendaram a síntese de quase 300 delas em laboratório e as testaram contra bactérias E. coli.
🔍 O resultado: 16 desses vírus criados por computador se mostraram viáveis, ou seja, conseguiram se multiplicar e destruir as bactérias, assim como um vírus natural faria.
COM INFORMAÇÕES DE G1
Fonte: Diário Brasil
