
Imagem ilustrativa das criptomoedas Tether (USDT), Bitcoin e Etherium (Foto de Justin TALLIS / AFP)
Banco e cripto mantêm uma relação descrita por fontes do mercado como uma espécie de convivência “de conveniência”. Instituições financeiras já investem no setor, oferecem produtos ligados a ativos digitais e acompanham de perto a expansão desse universo. No entanto, segundo esses mesmos agentes, a aproximação não se estende com a mesma intensidade quando o tema envolve áreas centrais do negócio bancário, como câmbio, pagamentos e transferências internacionais, que ainda dependem majoritariamente da estrutura tradicional dos bancos.
Nesse contexto, ganham destaque as stablecoins, criptomoedas criadas para manter valor estável, geralmente atreladas a moedas como dólar e euro. Para o setor de criptoativos, elas funcionam como uma alternativa ao sistema bancário tradicional, permitindo transferências e pagamentos com menor dependência de intermediários. Essa característica atinge diretamente áreas em que os bancos concentram parte relevante de sua receita e controle operacional.
O principal ponto de atenção das instituições financeiras é justamente a possibilidade de avanço dessas soluções sobre segmentos sensíveis do sistema, como pagamentos, câmbio e remessas internacionais. Por isso, segundo participantes do mercado, os bancos buscam acompanhar a evolução das criptomoedas de perto e também influenciar o debate regulatório, com o objetivo de evitar perda de espaço em atividades que ainda representam fatias importantes de seus negócios.
Com informações de AMADO MUNDO
Fonte: Diário Do Brasil
