A Universidade de Marília (Unimar) se consolida como destaque permanente no cenário nacional da pesquisa científica ao conquistar o 2º lugar no ranking nacional do Congresso Nacional de Iniciação Científica (CONIC). 

O reconhecimento veio por meio do trabalho apresentado pela acadêmica Jaqueline Catarina Martins, do curso de Direito, classificado na categoria Projetos em Andamento, na área de Ciências Sociais e Humanas.

O resultado mostra como a Instituição tem o compromisso contínuo com a produção de conhecimento de relevância nacional.

Promovido pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (SEMESP), o CONIC é considerado o maior congresso de iniciação científica do Brasil, reunindo anualmente acadêmicos e pesquisadores de Instituições de Ensino Superior públicas e privadas de todas as regiões.

Em 2025, o evento contabilizou mais de duas mil inscrições e cerca de 1.500 trabalhos aprovados, com apresentações realizadas de forma online, ampliando o alcance e a participação nacional.

A acadêmica do curso de Direito, Jaqueline, apresentou o trabalho “A comercialização da íris sob a ótica da inalienabilidade e dos direitos fundamentais”, desenvolvido no âmbito da Iniciação Científica da Unimar, junto ao Núcleo de Apoio à Pesquisa e Extensão, sob orientação do docente do curso de Direito, Prof. Dr. Jefferson Aparecido Dias. 

A pesquisa analisa os limites jurídicos e éticos da comercialização de dados biométricos, a partir de casos reais envolvendo a coleta da íris ocular em troca de criptomoedas, tema que atualmente é alvo de investigações e debates legislativos no Brasil.

Segundo ela, participar de um evento do porte do CONIC é algo extremamente gratificante. “A Unimar incentiva muito a pesquisa e a extensão, e isso nos coloca diretamente no polo de pesquisa nacional. Quando iniciei minha Iniciação Científica, o objetivo era apresentar nos simpósios internos, mas, com o incentivo do meu orientador, levamos o trabalho para um dos maiores congressos do país”, relata.

Jaqueline explica que sua pesquisa concorreu na categoria de projetos em andamento, enfrentando trabalhos de cursos de Direito e de outras áreas das Ciências Humanas. “Foram dias intensos de apresentações online, com avaliadores e mediadores em cada sala. Tive um tempo curto para apresentar, então utilizei um mapa mental para ser objetiva, defender meus objetivos e sustentar a discussão central do trabalho”, conta.

O estudo parte de um caso ocorrido na capital paulista, no qual uma empresa privada coletou dados de íris para desenvolvimento de sistemas de autenticação biométrica. A partir disso, a pesquisa questiona a legalidade dessa prática à luz da inalienabilidade do corpo humano e dos direitos de personalidade, propondo inclusive a necessidade de legislação específica sobre o tema.

“É um assunto muito novo, com poucas fontes, e isso me gerou insegurança no início. Mas insisti, porque a tecnologia avança muito rápido e o Direito precisa acompanhar esse movimento. Além disso, eu também sou bacharel em Biomedicina, então encontrei nesse tema uma forma de unir as duas áreas”, destaca Jaqueline.

A conquista foi recebida com surpresa. “Eu não assisti à premiação porque tinha certeza de que não tinha ganhado nada. Quando soube que ficamos em segundo lugar, foi uma emoção enorme. O primeiro lugar ficou com um trabalho da Universidade Federal do Paraná, da área de Pedagogia. Entre os cursos de Direito, o nosso foi o melhor classificado do país”, comemora.

Unimar em evidência nacional
Além do segundo lugar conquistado por Jaqueline, o ranking nacional do CONIC contou ainda com outros trabalhos da Unimar entre os dez melhores do país, incluindo mais um projeto do curso de Direito e um trabalho da área de Publicidade e Propaganda, evidenciando a força da Universidade em diferentes campos do conhecimento e sua vocação para a pesquisa científica de impacto social.

Para o docente do curso de Direito da Unimar e Procurador da República, Prof. Dr.  Jefferson Aparecido Dias, o resultado é motivo de orgulho e confirma a estratégia institucional de formação científica desde os primeiros anos da graduação. 

“A Jaqueline é aluna do primeiro ano de Direito. Estamos construindo uma trajetória de iniciação científica para formar pesquisadores capazes de questionar o mundo atual e propor soluções. O tema dela é extremamente relevante e atual, e esse reconhecimento nacional demonstra a qualidade da pesquisa desenvolvida na Unimar”, afirma.

O docente destaca ainda o protagonismo da instituição no cenário científico. “Entre os dez melhores trabalhos do CONIC, três são da Unimar. Isso demonstra nosso compromisso com ensino, pesquisa, extensão, inovação e responsabilidade social. O Direito não está acabando, os problemas é que mudaram e nossos alunos estão aprendendo a enxergar essas novas questões. Que o CONIC nos espere, porque vamos buscar ainda mais”, conclui. 

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