
REPRODUÇÃO NDMAIS
Uma rede de supermercados anunciou o fechamento de lojas após entrar com pedido de recuperação judicial e reconhecer a incapacidade de manter suas operações. A empresa Caromar, da Argentina, já encerrou unidades e demitiu mais de 100 funcionários, em meio a uma forte crise financeira.
A medida reduz a presença da rede no mercado e impacta diretamente trabalhadores e fornecedores. Apesar disso, a empresa tenta continuar operando com uma estrutura menor enquanto negocia dívidas na Justiça.
Rede de supermercados anuncia fechamento de lojas
A Caromar, tradicional no setor de limpeza e perfumaria na Argentina, enfrentou uma sequência de problemas que culminaram na crise, com queda de cerca de 42% no faturamento, redução do consumo, perda de capital de giro, conflitos com fornecedores e processos trabalhistas.
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Fachada de supermercado fechadaRede de supermercados anuncia fechamento de lojas e já soma mais de 100 demissõesFoto: Divulgação/Caromar/ND Mais
Segundo a empresa, a combinação desses fatores tornou inviável manter o nível de operação anterior. Antes mesmo do pedido judicial, a rede já vinha reduzindo sua estrutura. Com isso, mais de 100 funcionários foram demitidos. No auge, a empresa tinha cerca de 500 trabalhadores. Hoje, pouco mais de 200 seguem ativos.
Atualmente, a Caromar mantém operações em cidades como Laferrere, Moreno, José C. Paz, Rosário e Neuquén.
Por que o setor entrou em crise
A empresa aponta que a queda nas vendas foi agravada pela concorrência com preços abaixo do custo, prática conhecida como dumping. Um dos exemplos citados foi o fechamento de uma fábrica de detergente, após a queda na demanda e dificuldade de competir com grandes marcas como Unilever.
Imagem de frutas em lugares com pessoas fazendo comprasRede de supermercados anuncia fechamento de lojas após forte retração no faturamentoFoto: Divulgação/Angeloni/ND Mais
Além disso, a rede fornecia produtos para varejistas como Carrefour e Día, mas viu o volume de vendas despencar.
A crise financeira também afetou a capacidade de pagamento da empresa. A Caromar acumulou mais de US$ 1 bilhão (equivalente a R$ 5 bilhões na cotação do dólar ao real) em cheques devolvidos, o que levou fornecedores a exigir pagamento antecipado. Isso gerou um efeito em cadeia:
Menos produtos disponíveis
Queda nas vendas
Aumento das dificuldades financeiras
Segundo a empresa, chegou um momento em que não era mais possível cumprir salários e obrigações básicas.
O que acontece agora
O processo judicial permite que a empresa tente reorganizar suas dívidas e evitar a falência total.
Entre os próximos passos, estão verificação de créditos até o fim de maio e negociações com credores previstas até 2027. A expectativa é manter parte das operações funcionando, ainda que com menos lojas e funcionários.
Outros setores do varejo também vêm enfrentando dificuldades semelhantes, em meio à queda no consumo e aumento da concorrência por preços.
Com informações de NDMAIS
Fonte: Diário Do Brasil
