
O presidente da Associação Comercial e de Inovação de Marília (Acim), Carlos Francisco Bitencourt Jorge, atual conselheiro da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), registrou a passagem dos 114 anos de fundação da instituição nacional.
“Uma organização que consolida uma trajetória marcada pela defesa do sistema do associativismo, do empreendedorismo, da livre iniciativa e do fortalecimento do setor produtivo nacional”, disse o dirigente de Marília, que também acumula a função de vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).
“Há 114 anos, a CACB exerce a liderança do associativismo brasileiro, representando empresários, fortalecendo instituições e contribuindo para o desenvolvimento do nosso país”, ressalta Alfredo Cotait Neto, atual presidente da confederação, presidente da federação e presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
Fundada em 1912, a entidade evoluiu ao longo das décadas até se tornar a principal representante do sistema do associativismo empresarial brasileiro.
Atualmente, reúne 27 federações estaduais, mais de 2.300 associações comerciais e empresariais e representa aproximadamente 2 milhões de empreendedores de todos os setores da economia. Ao longo da história, a confederação participou de importantes debates nacionais relacionados ao ambiente de negócios, à modernização econômica e à competitividade das empresas brasileiras.
Na avaliação do presidente da CACB, o sistema do associativismo tem papel estratégico para o crescimento econômico do país. “A confederação é uma entidade de representação política e não partidária. Temos nossos ideais e defendemos valores para o associativismo e para as micro e pequenas empresas”.

Já para Carlos Francisco Bitencourt Jorge, é preciso ter um segmento bem representado para pressionar os Governos, quando necessários, e propor regras e normas para disciplinar melhor o comércio varejista.
“A confederação tem um olhar nacional, enquanto que a federação um olhar Paulista e a associação comercial de Marília, um olhar para a cidade”, diferenciou o dirigente que faz parte das três formas institucionais.
Segundo Cotait, uma das principais prioridades da entidade é a defesa das micro e pequenas empresas, responsáveis por mais de 94% do empreendedorismo brasileiro.
O dirigente destaca a mobilização da Confederação pela correção da tabela de enquadramento no Simples Nacional. “Defender a atualização das faixas do Simples Nacional é defender a formalização, a sobrevivência dos pequenos negócios e a preservação de milhões de empregos gerados pelo setor que mais emprega no Brasil”, destaca o presidente.
“Nosso segmento é formado por empreendedores de diversos níveis, dai a diferença, muitas vezes de posição, mas que a entidade consegue unificar”, defendeu.
A CACB também tem atuado junto aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para defender pautas como redução da burocracia, ampliação da liberdade econômica, segurança jurídica, modernização das relações de trabalho e incentivo ao empreendedorismo.
A confederação tem expandido sua atuação em temas estratégicos, incluindo a defesa dos pequenos negócios na Reforma Tributária, a valorização da negociação coletiva e a participação no debate sobre o Marco Regulatório da Inteligência Artificial.
“Por isso a necessidade de união de âmbito nacional, e não apenas regional ou local”, defendeu Carlos Francisco Bitencourt Jorge. Ao celebrar os 114 anos, a confederação reforça o compromisso de continuar atuando de forma independente e em defesa do desenvolvimento econômico do país.
“Mais do que celebrar nossa história, neste 11 de junho, é renovamos nosso compromisso com o futuro. Seguiremos trabalhando para fortalecer a livre iniciativa, apoiar quem empreende e contribuir para um Brasil mais competitivo, próspero e desenvolvido”, finaliza Cotait.
