
Foto: Gabriel Zaparolli/@gabriel_zaparolli/Instagram
A possível formação de um “Ciclone Bomba” entre a Argentina e o Uruguai deve impactar o tempo no Brasil nos próximos dias.
Com avanço de frente fria, há previsão de chuva forte e rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h no Sul.
Segundo a Meteored, entre quarta-feira (6) e quinta-feira (7), uma área de baixa pressão começa a se intensificar entre Argentina e Uruguai, provocando aumento de nebulosidade e pancadas de chuva nesses países.
Entre sexta-feira (8) e sábado (9), o sistema ganha força rapidamente e se transforma em um ciclone com centro na altura da Argentina.
As projeções indicam uma queda acentuada da pressão atmosférica, passando de 994 hPa para 970 hPa em apenas 24 horas.
Esse tipo de intensificação rápida é o principal critério para classificar o fenômeno como “Ciclone Bomba”, quando a pressão cai pelo menos 24 hPa em um dia.
O que caracteriza um ‘Ciclone Bomba’?
De acordo com Meteored, o “Ciclone Bomba” é um sistema meteorológico que se intensifica de forma explosiva em um curto período de tempo, aumentando seu potencial de causar impactos como ventos fortes e chuva volumosa.
Durante a quinta-feira (7), o sistema ainda atua com instabilidades sobre Argentina e Uruguai, mas na sexta-feira (8) já começa a se deslocar pelo oceano Atlântico, afastando-se do continente.
Apesar de não atingir diretamente o Brasil durante sua formação, o ciclone impulsiona uma frente fria que avança sobre o país.
Quais serão os impactos no Brasil?
A frente fria associada ao “Ciclone Bomba” deve provocar chuva forte no Rio Grande do Sul já entre a tarde e a noite de quinta-feira (7).
Até o domingo (10), os maiores volumes de chuva estão previstos para o Uruguai, Mato Grosso do Sul e Paraná, onde os acumulados podem ultrapassar 200 milímetros.
No Sul do Brasil, as rajadas de vento podem chegar a 80 km/h na faixa litorânea do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
No interior, durante a passagem da frente fria, os ventos podem atingir até 90 km/h.
Há ainda possibilidade de rajadas de até 100 km/h, especialmente na sexta-feira (8), o que pode provocar queda de árvores, placas e estruturas.
O que acontece depois da passagem do sistema?
Após a atuação da frente fria uma massa de ar frio deve avançar pelo país, provocando queda de temperatura no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e até em parte da região Norte.
A entrada de ar frio aumenta o risco de geadas generalizadas na região Sul e possibilidade de ocorrência de precipitação invernal em áreas específicas.
O cenário reforça a característica de transição rápida no padrão atmosférico, com saída de um sistema de instabilidade e entrada de ar frio na sequência.
Com informações de NDMAIS
