Pedro Cuba cursa o 9º ano do ensino fundamental no Colégio Madre Imilda e a partir desta semana vai acompanhar aulas de Psicologia em Saúde. Ariéli Ziegler / Agencia RBS

Uma colega universitária, Lisie Fabro, relatou surpresa ao receber um aluno tão jovem na sala de aula. Segundo ela, a presença do estudante desperta curiosidade e expectativa de troca de experiências entre os alunos.

“Eu fiquei um pouco perplexa. Receber um aluno tão novo é muito surpreendente, mas acho que vai ser muito legal trocar essa experiência com ele. Sei que ele vai poder nos ensinar muitas coisas, e a gente também vai poder ensiná-lo”, afirmou.

O estudante Pedro, natural de Caxias do Sul, foi aprovado com nota máxima no vestibular de Biomedicina e passou a frequentar, como aluno ouvinte, aulas da disciplina de Psicologia em Saúde. O caso chama atenção por se tratar de um jovem com diagnóstico de superdotação, identificado ainda na infância.

De acordo com a reportagem, a facilidade de aprendizado do estudante está relacionada às altas habilidades, que sempre fizeram parte de sua trajetória escolar. Ele já participou do quadro Pequenos Gênios, do programa Domingão com Huck, e demonstra interesse constante por novos conhecimentos.

“Todo novo conhecimento é uma coisa que me deixa feliz. Eu estou realizando um sonho. Estar cursando uma disciplina na faculdade faz brilhar meus olhos. É incrível”, disse Pedro.

Ao longo da vida escolar, o estudante avançou duas séries, pulando o 4º e o 8º ano do ensino fundamental. A aceleração escolar é prevista na legislação brasileira para alunos com altas habilidades ou superdotação. Apesar da experiência na universidade, ele continua matriculado no ensino médio, convivendo com colegas da mesma faixa etária.

O coordenador pedagógico da escola destaca que o acompanhamento não deve se limitar ao desempenho cognitivo. Segundo ele, é essencial considerar também o desenvolvimento emocional e social do estudante.

“O acompanhamento não é apenas cognitivo. A escola precisa cuidar da dimensão emocional e socioafetiva desse aluno”, explicou Toni Olsen.

De acordo com o Centro Universitário Uniftec, este é um caso raro na instituição, sendo o primeiro registrado em 35 anos. A universidade afirma que o estudante poderá acompanhar as aulas como ouvinte e, futuramente, aproveitar parte dos conteúdos cursados.

O professor da disciplina, William Fiusa, avalia que a presença do aluno pode gerar uma troca enriquecedora em sala de aula, especialmente por se tratar de uma matéria que aborda empatia e relações humanas.

Especialistas destacam que a chamada “dupla instrução”, quando o estudante frequenta simultaneamente a educação básica e o ensino superior, já ocorre em alguns países, mas ainda é pouco comum no Brasil. A legislação nacional prevê mecanismos de atendimento a estudantes com altas habilidades, embora ainda haja desafios de integração entre escola e universidade.

A família do estudante comemora a nova etapa e reforça a importância do estímulo ao conhecimento. A mãe, Viridyana Regis Cuba, afirma que o acesso à universidade é fundamental para o desenvolvimento do filho.

A família de Pedro comemora a nova fase. Foto: Ariéli Ziegler / Agencia RBS

Enquanto isso, Pedro já projeta o futuro profissional. Ele afirma que deseja seguir a carreira de neurocirurgião. “Quero ajudar pessoas operando o cérebro delas e contribuir para salvar vidas”, disse.

Com informações de Gauchazh.

Fonte: Diário Do Brasil

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