Trionda é a bola oficial da Copa do Mundo 2026. (Foto: Divulgação/Adidas)

A Copa do Mundo de 2026 começa oficialmente nesta quinta-feira (11), com a partida de abertura entre México e África do Sul, no histórico Estádio Azteca. O torneio será o maior da história, com 48 seleções, 104 jogos e sedes distribuídas entre Estados Unidos, México e Canadá. Apesar da grandiosidade do evento, o clima no Brasil está longe da euforia que tradicionalmente acompanha os mundiais.

Pela primeira vez em décadas, a sensação é de que a Copa começou sem mobilizar o país. Nas redes sociais, os assuntos dominantes seguem sendo a polarização política, os embates eleitorais de 2026 e as disputas ideológicas que tomaram conta do debate público. Diferentemente de outros anos, quando faltando semanas para a abertura já era possível ver ruas decoradas, campanhas publicitárias temáticas e intensa discussão sobre convocados e favoritos, agora a competição parece disputar espaço com uma agenda política sufocante.

Parte desse desinteresse também está ligada ao momento da Seleção Brasileira. Mesmo carregando a tradição de maior campeã do mundo, a equipe chega ao torneio sem transmitir confiança ao torcedor. A sucessão de fracassos recentes, a falta de identidade dentro de campo e a ausência de um elenco que desperte paixão popular reduziram drasticamente as expectativas de conquista. Enquanto outras seleções aparecem como favoritas, muitos brasileiros enxergam o Brasil apenas como mais um participante na disputa.

Outro fator que contribui para o esfriamento do interesse é o próprio ambiente internacional. A Copa acontece em um contexto de tensões políticas, debates migratórios e conflitos geopolíticos que acabaram contaminando a atmosfera festiva tradicionalmente associada ao evento. Analistas internacionais já observam que, mesmo nos países-sede, o entusiasmo popular não alcançou os níveis vistos em outras edições.

Se a história das Copas é marcada por meses de expectativa e contagem regressiva, a edição de 2026 corre o risco de entrar para a memória coletiva por um motivo inusitado: ser lembrada como a Copa que muitos esqueceram antes mesmo de começar.

POR JÚNIOR MELO

Fonte: Diário Do Brasil

Compartilhar matéria no
No momento, você está visualizando Copa esquecida? Mundial de 2026 começa sem empolgar brasileiros em meio à polarização e descrença na Seleção