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Imagem ilustrativa. Foto: Ianm1121 / Wikimedia Commons. Licença: CC BY-SA 4.0. Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Black_bean,_frijol_negro,_feij%C3%A3o_preto_1.jpg

Oferta limitada na entressafra e redução de área plantada pressionam preços, segundo levantamento do Cepea em parceria com a CNA.

O preço do feijão-preto registrou alta expressiva em outubro e alcançou o maior valor nominal desde outubro de 2024, impulsionado pela oferta restrita no período de entressafra. O levantamento do Cepea, feito em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apontou valorização de 11,67% no mês.

No acumulado de 2026, o feijão-preto subiu 91,29%, e a variação frente a outubro do ano passado é de 78,18%. Entre 22 e 29 de outubro, todas as regiões acompanhadas pelo Cepea/Esalq registraram altas nas cotações; o Oeste catarinense teve avanço de 5,87%, Curitiba (PR) 3,87% e a metade sul do Paraná 3,86%.

O mercado do feijão-carioca mostrou comportamento mais heterogêneo, ligado à região e à qualidade dos grãos. Em Sorriso (MT), lotes peneira 12 e nota 9 ou superior subiram 1,69%, enquanto foram observadas quedas em localidades como Leste Goiano (-0,35%), Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba (-0,54%) e Itapeva (SP) (-0,79%). Na parcial de outubro a categoria carioca acumulou alta de 1,59%, com valorização de 37,44% desde o início do ano. Lotes com notas 8,0 e 8,5 avançaram 1,66% no mês e somam ganho de 38,93% em 2026; o Noroeste de Minas teve a maior alta semanal, de 2,19%, enquanto problemas de qualidade provocaram recuos de até 3,78% em São José do Rio Preto e Ribeirão Preto (SP).

Além da oferta disponível, o avanço do plantio da primeira safra 2026/2027 e as condições climáticas são fatores monitorados pelo setor. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que a semeadura alcançou 25,1% da área prevista no país, abaixo da média histórica de 26,7%. No Paraná, o Deral, ligado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), revisou para baixo a estimativa de área cultivada para 86,3 mil hectares — queda de 16% em relação à safra anterior — e projeta produção de 173,2 mil toneladas, volume 10% menor na comparação anual.

O excesso de chuvas e a piora nas condições das lavouras elevam incertezas sobre o potencial produtivo no estado. No curto prazo, a oferta limitada deve manter sustentadas as cotações do feijão-preto, enquanto o comportamento dos preços do carioca dependerá da entrada da nova safra paulista e da qualidade dos grãos que chegarem ao mercado.

Fonte: CNN Brasil. Leia a reportagem original.

Fonte: Diário Brasil

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