
REPRODUÇÃO
Uma investigação publicada nesta semana pelo jornal Jewish Chronicle aponta que funcionários da organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) acusam a entidade de violar seus princípios de neutralidade e imparcialidade em temas relacionados a Israel. Segundo relatos internos, haveria uma “obsessão desproporcional” com o Estado judeu, que estaria deslocando o foco da ajuda humanitária para posicionamentos políticos. Ex-colaboradores também afirmam que a organização falha em lidar de forma adequada com episódios de antissemitismo dentro de sua estrutura.
Mensagens internas analisadas pela reportagem mostram o uso recorrente de termos como “genocídio”, “limpeza étnica” e “fascismo” para se referir a Israel, além de críticas que, segundo funcionários, criam um ambiente hostil para judeus. Há ainda relatos de que, após os ataques de 7 de outubro de 2023, uma proposta de manifestação de solidariedade às vítimas em Israel foi rejeitada por receio de “vitimizar os perpetradores”. Funcionários também alegam que preocupações sobre antissemitismo foram ignoradas por departamentos internos.
A investigação também levanta questionamentos sobre a atuação da MSF na Faixa de Gaza. De acordo com depoimentos, profissionais da organização estariam cientes da presença de membros do Hamas em instalações médicas, mas enfrentariam limitações para abordar o tema.
COM INFORMAÇÕES DE The Jewish Chronicle
