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(Front Line Defenders/Reprodução)

Um dissidente chinês foi detido pela Guarda Costeira da Coreia do Sul nesta segunda-feira, 25, após fugir da China por mar, em sua quarta tentativa de escapar das autoridades e se reunir com sua família que recebeu asilo no Canadá.

O ex-policial identificado como Dong Guangping, de 68 anos, fugiu usando um barco inflável de 3,3 metros com um motor de 10 cavalos de potência.

A Guarda Costeira sul-coreana divulgou um comunicado na quarta-feira confirmando que um homem chinês de 60 anos havia sido preso e estava sendo interrogado por suspeita de violações da lei de imigração, de acordo com a agência de notícias Reuters.

A ativista chinesa-canadense Sheng Xue, que conversou com Dong por telefone após sua chegada à Coreia do Sul, afirmou que o dissidente chinês passou mais de 30 horas na água desde que deixou Weihai, uma cidade costeira na província de Shandong, no leste da China.

“Quando falei com ele, ele disse ‘Eu cheguei aqui!’. Ele estava muito orgulhoso disso”, disse ela à emissora americana CNN.

Dong foi preso anteriormente entre 2001 e 2004 por “incitar a subversão do poder do Estado” após se tornar crítico do governo chinês. Ele trabalhou como policial em Zhengzhou, uma cidade no centro da China, antes de ser demitido por assinar uma carta no marco do 10º aniversário do Massacre da Praça da Paz Celestial (Tiananmen) em 1989.

Tentativas de fuga anteriores

Dong já tentou escapar da China em várias ocasiões anteriores. Em 2015, ele fugiu para a Tailândia com sua esposa e filha, onde os três buscaram o status de refugiado das Nações Unidas.

Em 2020, ele conseguiu cruzar ilegalmente para o Vietnã, mas acabou sendo detido e enviado para seu país de origem pelas autoridades vietnamitas em 2022. De volta à China, ele foi condenado a 11 meses de prisão por “cruzamento ilegal de fronteira”, sendo libertado em outubro de 2023, de acordo com a organização internacional de direitos humanos Front Line Defenders.

A filha do dissidente, Katherine Dong, disse anteriormente que ele havia tentado fugir da China tantas vezes porque “seu sonho de se reunir com a família era muito forte”.

“E então, novamente, aquele sonho de liberdade foi arrebatado”, disse ela na época. “Eu sei que na China ele enfrentará mais perseguição, mais maus-tratos, mais injustiça.”

A China reforçou seu controle sobre protestos e dissidência política nos últimos anos, com o auxílio de uma vigilância sofisticada através de reconhecimento facial e outras ferramentas de inteligência artificial.
Com informações de VEJA

Fonte: Diário Do Brasil

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