
Keiko Fujimori fala com a imprensa em Lima – 19/06/2026 (STR/AFP)
Aos 51 anos, Keiko construiu toda a sua trajetória política em torno do legado do pai. Após o divórcio dos pais, assumiu o posto de primeira-dama aos 19 anos e, anos depois, tornou-se líder do partido Força Popular, principal representante do movimento político fundado por Alberto Fujimori. Durante a campanha, Keiko adotou o lema “Peru com ordem” e fez do combate ao crime organizado sua principal bandeira. Entre suas propostas estão a construção de quatro megapresídios de segurança máxima, o endurecimento da legislação penal e a retirada do Peru da Corte Interamericana de Direitos Humanos. A candidata também defendeu o retorno dos chamados “juízes sem rosto”, mecanismo utilizado durante o governo de seu pai para preservar a identidade de magistrados e amplamente criticado por organizações de direitos humanos.
Adversário contesta resultado Na semana passada, Sánchez indicou que não aceitaria os resultados e convocou protestos na semana passada. O candidato da coalizão Juntos por el Perú acusou o processo eleitoral de irregularidades e anunciou que pediria a recontagem dos votos.
Ele também apresentou recursos para anular votos registrados por peruanos residentes no exterior, alegando falhas administrativas na organização da votação. A virada de Keiko ocorreu justamente após a contabilização dos votos do exterior, que ampliaram sua vantagem sobre o rival. Instabilidade política
O Peru passa por um período de forte instabilidade institucional. Apenas nos últimos oito anos, o país teve oito presidentes, entre eleições, renúncias, impeachments e governos interinos. A crise mais recente começou em dezembro de 2022, com a queda de Pedro Castillo, preso após tentar dissolver o Congresso e decretar estado de exceção para impedir seu impeachment. Desde então, o país passou por sucessivas trocas de comando, incluindo os governos interinos de Dina Boluarte, José Jeri e José María Balcázar Zelada. Com informações de VEJA
Fonte: Diário Do Brasil
