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À esquerda, o deputado Lindbergh Farias (PT); à direita, Alfredo Gaspar (PL) • Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Jefferson Rudy/Agência Senado

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) foi acusado pelo comerciante Luiz Antônio Lopes de ter participado de uma suposta armação para formular uma denúncia de estupro contra Alfredo Gaspar (PL-AL), que atualmente é candidato à vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).

Lindbergh nega as acusações e recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda-feira (10), solicitando a anulação da investigação. O caso envolve uma apuração sobre uma denúncia de violência sexual contra Gaspar, que teria tido um filho com uma jovem menor de idade.

A suspeita foi levantada por Lindbergh e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante a CPMI do INSS, em 28 de março. Na ocasião, Gaspar atuava como relator da comissão e afirmou ser alvo de uma acusação caluniosa.

Em 23 de abril, Luiz Antônio Lopes prestou depoimento à Polícia Legislativa Federal e afirmou ter participado de uma suposta armação, “mediante promessa de pagamento”, para acusar Alfredo Gaspar de estupro.

Segundo o depoimento, Luiz Antônio relatou ter observado uma jovem nas proximidades do local onde trabalhava. De acordo com ele, ela estaria acompanhada por uma jornalista e por um assessor parlamentar chamado Lucas. A reportagem mencionada no relato verificou que, atualmente, não há ninguém com esse nome no gabinete de Lindbergh.

O comerciante também declarou que a jovem “havia sido preparada para conceder entrevista sob identidade falsa” com o objetivo de acusar um político de estupro de vulnerável e de ser pai de seu filho.

Ainda conforme o depoimento, a jovem receberia valores entre R$ 2.000 e R$ 4.000 de Lucas para manter a versão apresentada. Luiz Antônio afirmou ainda que a mulher teria feito uma cobrança ao deputado Lindbergh durante uma reunião virtual.

Luiz Antônio se filiou ao Partido Liberal em 30 de abril deste ano, sete dias depois de prestar depoimento à Polícia Legislativa Federal.

Em nota, Lindbergh contestou as declarações e questionou a atuação do comerciante. “Lindbergh nega veementemente todas as declarações da suposta testemunha Luiz Antônio Lopes, que considera inverídicas. Afirma que ele é desafeto político e já teria criado outros factoides, como a falsa tentativa de vinculá-lo a Adélio Bispo”, diz um trecho do comunicado.

A defesa do parlamentar também questionou a legalidade da investigação. Em outro trecho da manifestação, os advogados afirmam que “o caráter inquisitivo e a produção deliberada e unilateral de acervo incriminatório contra parlamentar federal, por órgão sem atribuição, à revelia de qualquer controle, configura aberração jurídica que viola o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa”.

Nas redes sociais, Lindbergh chamou Luiz Antônio de “um perseguidor contumaz” e afirmou: “A turma que forjou essa picaretagem vai ter que responder à Justiça”.

Até a publicação desta reportagem, a equipe de Alfredo Gaspar não havia se manifestado sobre as acusações. A reportagem também buscava contato com Luiz Antônio Lopes. O espaço permanece aberto para manifestações.

Entenda a acusação contra Alfredo Gaspar

A suspeita envolvendo Alfredo Gaspar surgiu durante os trabalhos da CPMI do INSS. Durante a comissão, foi mencionada a existência de uma criança que seria filha do parlamentar.

A equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro afirma que o material genético de Gaspar foi coletado durante uma ação cautelar de produção antecipada de provas na Justiça de Alagoas. Segundo a defesa, o exame realizado em 24 de abril deste ano está disponível para ser compartilhado com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os advogados sustentam que a comparação genética seria capaz de esclarecer definitivamente a acusação e comprovar se Gaspar é ou não o pai da criança.

Fonte: Terra Brasil

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